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Rita Fernandes Por Rita Fernandes, jornalista Um olhar sobre a cultura e o carnaval carioca

Samba para quem quer comemorar

Fim de semana cheio de opções para celebrar o gênero musical mais carioca, com cardápio de shows e rodas de samba espalhados pela cidade

Por Rita Fernandes 2 dez 2021, 16h26

Dia Nacional do Samba e muitos motivos para comemorar! O gênero, celebrado em música pelo grande Zé Keti, com a conhecida “A Voz do Morro”, nunca esteve tão em alta. E, mesmo a despeito de tantas notícias ruins, segue presente nos principais roteiros culturais aqui do Rio de Janeiro e sendo intensamente celebrado na data de hoje, que marca seu dia.

A boa notícia é que tem tanta comemoração, com inúmeras opções de hoje a domingo, que fica difícil até escolher o que fazer. Então vamos às opções.

Hoje, às 18h, tem prévia do Trem do Samba lá no Largo de São Francisco da Prainha. Marquinhos de Oswaldo Cruz vai estar na sacada do Bafo da Prainha, acompanhado de Nina Rosa e Tiago Prata, além de outros convidados. De lá, pela primeira vez, serão sorteados convites para o famoso trem que parte da Central do Brasil no sábado, às 18h04, horário em que Paulo da Portela embarcava diariamente voltando do trabalho para casa, com outros parceiros de samba.

Bafo da Prainha
Bafo da Prainha – Prévia do Trem do Samba com sorteio de convites, hoje às 18h. ./Divulgação

Na Cidade das Artes, tem Samba do Ouvidor, a roda criada há 14 anos no Centro por Gabrielzinho da Muda e amigos, na rua que dá nome ao grupo. A roda não acontece desde o início da pandemia, mas retorna agora para celebrar o dia com repertório com grandes compositores, como Silas de Oliveira, Dona Ivone Lara e Cartola.

Amanhã, sexta-feira, 3 de dezembro, Moacyr Luz e Samba do Trabalhador vão estar no Beco do Rato. A roda que faz sucesso há 16 anos no Clube Renascença desembarca na tradicional casa da Lapa, com o disco Fazendo Samba, de 2020, mas também, claro, com clássicos do Moa, como Saudades da Guanabara e Vida da Minha Vida.

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Amanhã também é dia de Rita Benneditto, que se apresenta às 18h30, no Teatro Rival Refit, com o show Samba de Benneditto. Rita faz um caminho muito próprio no gênero, misturando diversos estilos, que pode ir de Dorival Caymmi a Luedji Luna,  passando por Jovelina Pérola Negra, Dona Ivone Lara e Zeca Pagodinho.

Sábado não tem dúvida: o programa é seguir para Oswaldo Cruz e Madureira. Serão três palcos e 15 rodas de samba. Ou seja, escolha é o que não vai faltar no bairro que reúne a melhor tradição do gênero musical. Nos palcos, Leci Brandão, Moacyr Luz e Samba do Trabalhador e Dudu Nobre.

No Trem do Samba, que tiver a sorte de ser sorteado e estar lá, vai ver as velhas guardas das escolas de samba Império Serrano, Mangueira, Salgueiro, Vila Isabel e Portela, além da Corte do carnaval. Mas não se preocupe quem  não for sorteado e quiser seguir para o evento em Oswaldo Cruz, pois poderá embarcar nos trens da grade regular de sábado normalmente. O valor da tarifa é de R$5,00.

Domingo tem Roberta Sá e seu novo projeto, SambaSá, uma roda de samba em que vai receber diversos convidados. Os encontros vão acontecer sempre aos domingos, começando agora no dia 5,  e depois em 12 e 19 de dezembro. O primeiro traz como convidada a cantora Mariana Aydar. A partir de 14h, no Tunna Beach & Bar, no Leblon.

Agora é escolher e se jogar na programação. Bom samba!

 

Rita Fernandes é jornalista, escritora, presidente da Sebastiana e pesquisadora de cultura e carnaval.

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