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Rita Fernandes Por Rita Fernandes, jornalista Um olhar sobre a cultura e o carnaval carioca

Baile Black Bom de volta à Pequena África

Numa viagem pelo universo da Black Music, baile retorna ao seu lugar de origem com muito charme para dançar a noite inteira.

Por Rita Fernandes 12 Maio 2022, 17h30

Eles surgiram ali, no território da Pequena África, como é conhecida a região da Pedra do Sal, Cais do Valongo e adjacências, e agora estão de volta com a potência da música negra. No sábado, 14 de maio, o Baile Black Bom – movimento cultural nascido no Quilombo Pedra do Sal em 2013 – retorna à região portuária do Rio, destacando a beleza e força das expressões culturais negras da cena urbana da cidade.

É programa para quem gosta de dançar muito e de ouvir o melhor da black music, na voz dos integrantes da banda Consciência Negra, liderada por Sami Brasil, cantora, e Antonio Consciência. Intitulada ‘De volta à Pequena África’, essa temporada 2022 acontece todo segundo sábado do mês até setembro, na região berço do projeto e da cultura negra carioca.

Em nove anos, o baile tem reforçado o compromisso com o legado do movimento Black Rio, juntando multidões pelas ruas da cidade, como a Praça da Cinelândia, e conectando passado, presente e futuro através da manutenção da musicalidade, corporeidade e consumo consciente, com foco no mercado criativo negro.  O projeto, que conta também com uma feira de afro-empreendedores, tem patrocínio da Secretaria municipal de Cultura, via Lei do ISS.

A novidade desse ano é a Resenha Black Bom, que acontece no MUHCAB – Museu da História e da Cultura Afro Brasileira, com a proposta de fazer o “aquecimento” pro baile, com oficina de passinho charme para iniciantes e set do DJ Flash para que o público possa aprender e treinar os passinhos pro baile que acontece na sequência, na Praça Mauá. Não tem desculpa, então, para quem não sabe aqueles passinhos de um baile charme, em que todos vão dançando juntos numa mesma direção.

A Banda Consciência Tranquila é o alicerce do Baile Black Bom, com seu repertório que propõe uma verdadeira viagem no universo da Black Music ao vivo e conduz o charme dos passinhos que tomam o público de todas as idades num grande flashmob. Não tem como não se contagiar, é musicalidade pura.

A banda Consciência Tranquila, com Sami Brasil e Antonio Consciência, comanda o Baile Black Bom.
A banda Consciência Tranquila, com Sami Brasil e Antonio Consciência, comanda o Baile Black Bom. Divulgação/Divulgação

A banda é um coletivo de Black Music formado por 15 artistas, entre músicos, dançarinos e DJs, que vêm revelando artistas para Programas como The Voice e para Gigs de importantes nomes da música brasileira, como Iza, Luiza Sonza e Rebecca. A banda também foi destaque do “Superstar”, da TV Globo, e do programa “Espelho”, com Lázaro Ramos

O Black Bom traz ainda uma série de iniciativas que o tornam ponto de encontro da juventude negra, promovendo cultura afirmativa e acessível e dando visibilidade a empreendedores da economia criativa (em sua feira, que acompanha todas as ações do projeto), além de se consolidar como referência em ocupação criativa do espaço urbano da cidade e excelência artística do segmento Black.

Gerson King Combo, Sandra de Sá, Da Ghama e Sérgio Loroza são alguns dos nomes que já deram uma canja. Em 2017, o projeto do baile avança e se transforma no Instituto Black Bom, o primeiro coworking para empreendedores negros do estado do Rio de Janeiro, com espaços multiuso e loja colaborativa.

Por ele já passaram mais de 25 empreendimentos residentes nos setores da moda, gastronomia, estética, produção cultural, finanças, literatura e educação. Lá foram realizadas oficinas, vivências, rodas de conversas, bailes infantis com a Crespinhos S.A. e eventos como o Quilombolado, homenageando em vida ícones da cultura negra como Léa Garcia, Ruth Souza, Zezé Motta e Januário Garcia. Este, com sua exposição “Negros, passado e presente”, esteve também residente no espaço. Para além da sede, o instituto também realiza curadorias e produções para projetos como CasaBloco, Madrugada no Centro (CCBB), Festival de Ativação Urbana, entre outros.

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Essas ações, conjuntamente colaboram para o aumento da autoestima e da qualidade de vida do público alvo e dos agentes culturais. “Acreditamos na cultura como ferramenta de desenvolvimento social e econômico, e nas ruas como um espaço aglutinador, acessível e democrático para isso”, destaca Sami Brasil, idealizadora do Instituto Black Bom e vocalista do Baile.

Serviço:

Baile Black Bom 2022 ‘De Volta à Pequena África’. 

Praça Mauá, Centro. Sab (dia 14/5), das 17h às 00h. Grátis. Livre.

Muhcab – Museu da História e da Cultura Afro Brasileira. Sab (dia 11/6), das 15h às 21h. Grátis. Livre

Praça Mauá, Centro. Sab (dia 9/7), das 17h às 00h. Grátis. Livre.

Muhcab – Museu da História e da Cultura Afro Brasileira. Sab (dia 13/8), das 15h às 21h. Grátis. Livre

Praça Mauá, Centro. Sab (dia 10/9), das 17h às 00h. Grátis. Livre.

 

Rita Fernandes é jornalista, escritora, presidente da Sebastiana e pesquisadora de cultura e carnaval.

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