Imagem Blog

Otavio Furtado

Por Otavio Furtado, jornalista e consultor de diversidade & inclusão
Continua após publicidade

LGBTs brasileiros buscam trabalhar em empresas mais inclusivas

Quatro entre cada 10 profissionais queer têm intenção de trocar de emprego em busca de organizações mais inclusivas

Por otavio_furtado Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
10 ago 2023, 07h41

A busca por um ambiente mais inclusivo e acolhedor é prioridade para pessoas LGBTQIA+ no Brasil. A pesquisa “LGBT+ Inclusion @ Work Survey”, realizado pela Deloitte, mostrou que 85% levam em consideração o compromisso interno da empresa com a com a causa na hora de buscar por uma nova posição.

Insatisfeitos com onde trabalham, 42% dos profissionais brasileiros queer têm intenção de trocar de emprego em busca de organizações mais inclusivas. Essa rotatividade desses profissionais gera R$ 1,4 bilhão de prejuízo para as empresas brasileiras, conforme mostrei em outra matéria (clique para seaber mais).

Outro anseio desses profissionais (86%) é a possibilidade de participar de iniciativas de inclusão no trabalho, especialmente os das gerações Z (nascidos entre 1997 e 201) e Milennial (nascidos entre 1980 e 1996). Já os profissionais mais velhos, da geração X (nascidos entre 1960 e 1979), acreditam que a demonstração externa de compromisso com a inclusão LGBTQIA+ é mais importante que qualquer outra atitude.

“Criar um ambiente acolhedor e inclusivo é cada vez mais urgente e benéfico para as empresas e sociedade. Não há como construir essa jornada de inclusão sem o apoio legitimo dos gestores”, analisa Angela Castro, sócia e líder da estratégia de diversidade ALL IN da Deloitte.

Mesmo assim, o cenário sobre “sair do armário” no ambiente de trabalho está alcançado índices mais positivos. Quase meta dos entrevistados (47%) se sente à vontade para falar sobre sua orientação sexual no ambiente de trabalho e outros 39% se sentem à vontade para falar apenas com algumas pessoas com quem trabalha. A pesquisa mostrou ainda que ter um aliado na luta pela igualdade é um fator importante para assumir a orientação sexual (78%) e a identidade de gênero (84%) no ambiente corporativo.

Continua após a publicidade

Questionados sobre o que os impede de se sentirem confortáveis ao assumirem a identidade de gênero e a orientação sexual no ambiente de trabalho, 44% citam preocupações com o tratamento diferenciado e 42% mencionam medo de ter um tratamento desrespeitoso. Isso se explica por 57% já terem vivenciado comportamentos não inclusivos, sendo as atitudes mais comuns comentários ou piadas indesejadas de natureza sexual (45%) e comentários depreciativos ou desdenhosos sobre a identidade de gênero ou orientação sexual (29%).

A desconfiança com a empresa se revela quando 58% não relataram essas práticas ofensivas, principalmente porque temiam que a situação piorasse (44%). Cerca de um terço dos respondentes estava preocupado com o impacto negativo em sua carreira ou não acreditava que sua reclamação seria levada a sério.

 

 

Publicidade

Essa é uma matéria fechada para assinantes.
Se você já é assinante clique aqui para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Domine o fato. Confie na fonte.
10 grandes marcas em uma única assinatura digital
Impressa + Digital no App
Impressa + Digital
Impressa + Digital no App

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.

Assinando Veja você recebe mensalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Para assinantes da cidade de Rio de Janeiro

a partir de R$ 39,90/mês

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.