Rio cria Bombeiros Comunitários para enfrentar tragédias nas favelas
A proposta é simples: treinar moradores das favelas para prevenir e reagir a incêndios, enchentes, deslizamentos e todas as tragédias
A Câmara do Rio aprovou, nesta quinta (27/11), a lei que cria o Programa Bombeiro Civil Comunitário — uma daquelas ideias tão óbvias que a gente até se pergunta como não existia antes. A proposta é simples: treinar moradores das favelas para prevenir e reagir a incêndios, enchentes, deslizamentos e todas aquelas tragédias que, no Rio, já têm até pontualidade própria.
Segundo o Panorama Climático das Favelas e Comunidades Invisibilizadas, 86% das favelas enfrentam eventos climáticos extremos pelo menos uma vez ao ano. No Rio, o clima não só muda: ele dá rasteira.
Os Bombeiros Profissionais Civis (BPCs) — treinados conforme a Lei Federal nº 11.901/2009 — vão atuar direto nas comunidades e o processo seletivo vai priorizar quem já mora nos morros, porque só quem conhece a geografia local sabe exatamente onde a água desce, qual escadaria vira cachoeira e onde a sirene perde o fôlego.
Além da ação prática, o programa também promete campanhas educativas sobre preservação ambiental e descarte de lixo, um sonho antigo de ambientalistas – que um dia o Rio descubra que jogar sofá na encosta não é método de contenção. “O município está na linha de frente na prevenção e resposta aos desastres”, disse o vereador Vitor Hugo, autor da lei.
Rocinha, Morro dos Prazeres, Pavão-Pavãozinho e Cantagalo estão no topo da lista de casas com risco de deslizamento e inundação, segundo o Índice de Vulnerabilidade a Chuvas Extremas do Rio (IVCE-RJ).
• Pavão-Pavãozinho e Cantagalo: 3 mil casas (62%) em alta vulnerabilidade — 899 em risco muito alto.
• Rocinha: 10,5 mil casas, das quais 42% em alta vulnerabilidade.
• Morro dos Prazeres: 604 residências (35%).
• Cidade inteira: 599 mil casas vulneráveis; 142 mil em risco muito alto.
Ou seja: no Rio, basta fechar o tempo para abrir a ansiedade coletiva. Choveu, todo mundo já olha para o céu e pergunta: “E agora, São Pedro?”
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