Preservacionistas sugerem a Paes um parque na Colônia Juliano Moreira
Fazenda onde fica a Colônia está totalmente abandonada há anos


Os preservacionistas cariocas dão uma sugestão para Eduardo Paes: ao fazer um parque público na Fazenda da Baronesa, na Taquara, que serviu de locação para a novela “Renascer”, em 2024, como prometeu, pensar também num parque na Colônia Juliano Moreira, ali do lado, em Jacarepaguá, abandonada há anos.
Paes reafirmou a promessa de eleição de expandir áreas verdes na cidade, como fez na Pavuna, Madureira e Realengo, além do Parque Piedade que segue em obras, anunciando um deles na Taquara (Fazenda Baronesa), Zona Oeste, e outro em Guadalupe, na Zona Norte.
Os integrantes do grupo “S.O.S. Patrimônio” alegam que a Fazenda da Taquara vai muito bem e que os donos já fazem o trabalho de manutenção e o Centro Cultural de Jacarepaguá divulga a sua história organizando visitas guiadas.
O mesmo não acontece nas terras onde fica a Juliano Moreira, tombada em 1938, que corre o risco de ser destruída pela falta de conservação. O Aqueduto dos Psicopatas, por exemplo, já estava deteriorado quando o Iphan exigiu que a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), responsável pela estrutura, o recuperasse, depois de uma vistoria em 2016 e nada foi feito.
Em uma matéria sobre o local, a arquiteta Inês El-Jaick Andrade (da Fundação Oswaldo Cruz, especialista em patrimônio) descreve o sítio onde está o aqueduto: “É originário de um dos mais antigos engenhos de açúcar e fubá de Jacarepaguá, o Engenho Nossa Senhora dos Remédios. A partir de 1789, esse engenho passou a ser conhecido como Engenho Novo de Curicica, Pavuna ou Jacarepaguá, quando assumiu o controle das terras a família Teles Barreto de Meneses. Abriga fragmentos históricos, como o do funcionamento da antiga Colônia Juliano Moreira”.
Os integrantes do grupo sugerem: “A Colônia e todo seu conjunto estão em ruínas, com altos índices de violência. Tendo uma cobertura vegetal invejável, com, ao menos, uma cachoeira. E não vejo nenhum movimento da prefeitura para preservá-la. O povo ficaria agradecido”.