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Histórias do futebol carioca

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Um personagem carioca na Copa de 1998 – Júnior Baiano

Junior Baiano passou a carreira inteira oscilando entre ótimos e péssimos momentos. Alto, forte, técnico, e, ao mesmo tempo, atabalhoado, violento e irresponsável, ofereceu momentos de alegria e de desespero aos torcedores de todos os times por que passou, incluindo Flamengo e Vasco, no Rio, e a Seleção. A Seleção da Copa de 1998 era […]

Por Bruno Salles
Atualizado em 25 fev 2017, 18h38 - Publicado em 4 jun 2014, 03h54

1998

Junior Baiano passou a carreira inteira oscilando entre ótimos e péssimos momentos. Alto, forte, técnico, e, ao mesmo tempo, atabalhoado, violento e irresponsável, ofereceu momentos de alegria e de desespero aos torcedores de todos os times por que passou, incluindo Flamengo e Vasco, no Rio, e a Seleção.

A Seleção da Copa de 1998 era o que se costuma dizer uma transição de gerações, misturando veteranos do tetra (Taffarel, Aldair, Dunga, Bebeto) com estreantes que viriam a ser penta em 2002 (Roberto Carlos, Rivaldo, além de Ronaldo que foi tetra sem jogar em 1994), e alguns jogadores que viveram em 1998 sua única experiência em Copas (César Sampaio, Edmundo, entre outros).

Júnior Baiano, integrante do grupo da Copa única, fez dupla de zaga com Aldair, enquanto Gonçalves estava no banco, André Cruz no departamento médico e Mauro Galvão, para muitos o melhor zagueiro brasileiro da época, no sofá de casa vendo a Copa pela TV.

Para sorte da torcida brasileira, Júnior Baiano teve uma atuação alinhada com o que aprendeu com Telê Santana na passagem pelo São Paulo, quando deixou de ser um jovem zagueiro folclórico para se tornar um grande jogador. Mesmo tendo chegado à final, a Seleção teve atuações muito irregulares e levo muitos gols, mas Júnior Baiano não teve culpa em quase nenhum.

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Bom, o zagueirão foi bem, mas Júnior Baiano é Júnior Baiano. No terceiro jogo da primeira fase Júnior Baiano cometeu um pênalti no atacante norueguês Tore Andre Flo aos 43 minutos do segundo tempo, que foi convertido por Rekdal, gol que garantiu a vitória e a classificação norueguesa. Apesar de não ter modificado a situação da Seleção, que passou em primeiro, o pênalti foi muito discutido, por que ninguém viu nada que justificasse a marcação em nenhum dos inúmeros replays da transmissão oficial. Até surgir uma câmera sueca dois dias depois que flagrou o puxão de camisa visto pelo juiz que tanta polêmica gerou.

Numa Copa que a Seleção foi vice-campeão carregando recordes negativos (nunca levou tantos gols em uma Copa, nunca perdeu dois jogos na mesma Copa, nunca perdeu por 3 gols de diferença como perdeu a final para a França) e que o melhor jogador do mundo passou mal no dia da final, Júnior Baiano também ficou para a história, como o autor do pênalti corretamente marcado mais cornetado de todas as Copas.

Puxão na camisa foi visto na hora pelo juiz, mas só dois dias depois pelo resto do mundo

Puxão na camisa foi visto na hora pelo juiz, mas só dois dias depois pelo resto do mundo

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