SUS implementa ressonância magnética no combate ao câncer de mama
Ampliação do acesso ao exame favorece o diagnóstico precoce da doença em mulheres consideradas de alto risco

O Sistema Único de Saúde (SUS) agora disponibiliza a ressonância magnética das mamas como exame complementar para o rastreamento do câncer de mama, fortalecendo as estratégias de detecção precoce. Oficializada pela Portaria SAES/MS nº 2.632 e publicada no Diário Oficial da União, essa iniciativa representa um marco importante na oncologia preventiva no Brasil.
Por que a ressonância magnética das mamas é importante no rastreamento do câncer de mama?
A mamografia ainda é o principal exame de rastreamento do câncer de mama, mas apresenta limitações em alguns grupos de pacientes. Nestes casos, a ressonância magnética de mama se destaca como um exame complementar de alta sensibilidade, sendo especialmente indicada para mulheres que apresentem fatores de risco, como mutações genéticas hereditárias (BRCA1 ou BRCA2) ou que tenham histórico familiar de câncer de mama. Além disso, é particularmente eficaz na detecção de lesões pequenas ou ocultas em mulheres com mamas densas, onde a mamografia pode apresentar limitações. A indicação deste exame deve ser baseada em critérios clínicos rigorosos e avaliação personalizada, contribuindo para estratégias de detecção precoce e manejo individualizado.
Quem tem direito ao exame pelo SUS?
O novo protocolo do SUS estabelece que a ressonância magnética das mamas será indicada para mulheres com alto risco para o câncer de mama, incluindo:
- Portadoras das mutações genéticas BRCA1 e BRCA2, que aumentam significativamente o risco da doença.
- Mulheres que já passaram por radioterapia no tórax entre os 10 e 30 anos de idade, um fator associado a um maior risco de tumores mamários.
- Pacientes com biópsia de mama mostrando lesões suspeitas que necessitam de uma investigação mais detalhada.
Como funciona a ressonância magnética das mamas?
A ressonância magnética das mamas é um exame de imagem realizado sem o uso de radiação ionizante. Ele utiliza campo magnético e contraste intravenoso (geralmente gadolínio) para gerar imagens detalhadas dos tecidos mamários. O exame dura cerca de 30 a 45 minutos e é realizado com a paciente deitada de bruços em um aparelho específico. Durante a captação das imagens, a administração do contraste ajuda a visualizar áreas com maior vascularização, que podem indicar a presença de um tumor maligno.
Benefícios da ressonância magnética das mamas
- Alta sensibilidade: Capacidade de identificar tumores pequenos que podem não ser vistos na mamografia.
- Indicação para mamas densas: Mulheres com tecido mamário denso se beneficiam do exame, pois ele não sofre as mesmas limitações da mamografia.
- Útil em pacientes de alto risco: Especialmente eficaz para portadoras de mutações genéticas e histórico familiar significativo.
Como acessar a ressonância magnética das mamas pelo SUS?
Mulheres que se enquadram nos critérios do Ministério da Saúde devem procurar um serviço de saúde pública e passar por avaliação médica. Se indicado, o exame será solicitado e realizado conforme disponibilidade na rede de atendimento. O acesso ao exame deve seguir os fluxos da atenção primária e secundária do SUS, podendo ser regulado por centros especializados em oncologia ou serviços de referência em diagnóstico mamário.
Impacto para a Saúde Pública
A ampliação do acesso à ressonância magnética das mamas pelo SUS fortalece as estratégias de rastreamento do câncer de mama, permitindo um diagnóstico mais precoce e preciso para mulheres com alto risco da doença. Esta medida não apenas melhora a sobrevida das pacientes, como também contribui para a redução da mortalidade e a otimização dos recursos da saúde pública, ao evitar tratamentos tardios e mais agressivos.
A incorporação deste exame representa um passo importante na oncologia preventiva no Brasil, reforçando a necessidade de políticas públicas contínuas para o diagnóstico e tratamento do câncer de mama.