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Fabiano Serfaty

Por Fabiano M. Serfaty, clínico-geral e endocrinologista, MD, MSc e PhD.
Saúde, Prevenção, Tratamento, Qualidade de vida, Bem-estar, Tecnologia, Inovação médica e inteligência artificial com base em evidências científicas.
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Como a medicação pode ser o “empurrão que falta” para o tratamento da obesidade?

  Segundo consta na Lei nº 11.721, assinada em junho de 2008, 11 de outubro é Dia Nacional de Prevenção da Obesidade. Precisamos saber tratar e encarar de frente este verdadeiro problema; neste contexto, uma nova visão e uma forma atualizada de tratar esta epidemia foi publicada, em setembro deste ano (2016), no tratado Endocrinologia Clínica (Vilar, 6ª edição), […]

Por Daniela Pessoa Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 25 fev 2017, 17h21 - Publicado em 11 out 2016, 15h33

 

Segundo consta na Lei nº 11.721, assinada em junho de 2008, 11 de outubro é Dia Nacional de Prevenção da Obesidade. Precisamos saber tratar e encarar de frente este verdadeiro problema; neste contexto, uma nova visão e uma forma atualizada de tratar esta epidemia foi publicada, em setembro deste ano (2016), no tratado Endocrinologia Clínica (Vilar, 6ª edição), baseada em evidências científicas dos artigos mais recentes.

  • Obesidade=Doença:

A obesidade é uma doença metabólica crônica, de difícil tratamento, cuja prevalência vem aumentando em proporções epidêmicas nas últimas quatro décadas na maioria dos países. Em 2005, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou que havia 1,6 bilhão de pessoas adultas acima do peso em todo o mundo e, pelo menos, 400 milhões com obesidade. Os números correspondentes projetados para 2015 foram 2,3 bilhões e 700 milhões, respectivamente.No Brasil, a proporção de pessoas com excesso de peso passou de 42,7% em 2006 para 52,5% em 2014, enquanto o percentual de obesos subiu de 11,4 para 17,8% no mesmo período. Mais recentemente (agosto de 2015) foram divulgados os dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostraram que 56,9% das pessoas com mais de 18 anos estão com excesso de peso, das quais 20,8% são obesas. Também tem sido observado no mundo todo um crescente número de crianças e adolescentes com sobrepeso ou obesidade.

A obesidade é um relevante problema de saúde mundial, agravado, sobretudo, pelo aumento do risco de diabetes melito tipo 2, doenças cardiovasculares e várias formas de câncer.

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O excesso de peso está também associado a risco aumentado de morte. Em estudo americano, entre indivíduos que nunca fumaram, o risco de morte mostrou-se 20 a 30% maior naqueles com sobrepeso e 2 a 3 vezes maior nos obesos, em comparação a pacientes com peso normal.

  • Tratamento:

O tratamento da obesidade requer uma abordagem multidisciplinar que obrigatoriamente requer mudanças do estilo de vida, as quais implicam reeducação alimentar e aumento da atividade física. Para muitos pacientes, a terapia medicamentosa também se faz necessária, já que facilita e/ou aumenta a adesão à dieta, propiciando uma perda ponderal maior e mais duradoura.

  • Tratamento medicamentoso:

O tratamento farmacológico da obesidade, ba­sea­do em evidências clínicas consistentes, oriundas, principalmente, de grandes estudos multicêntricos, já está bem fundamentado. Assim, deve ser recomendado de acordo com uma avaliação criteriosa de eficácia e segurança. Nesse contexto, dois importantes conceitos são cruciais. O primeiro estabelece a obesidade como doença crônica multifatorial, não passível de “cura” por meio de terapias a curto prazo. O segundo indica que a obesidade deve ser abordada de modo multidisciplinar, envolvendo dietoterapia, mudanças no estilo de vida e recursos farmacológicos, a exemplo do diabetes melito.

Referência Bibliográfica:

livro lucio vilar

LUCIO VILAR. Endocrinologia Clinica. Sexta Edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016. Capítulo 78 :Tratamento Farmacológico da Obesidade.

lucio vilar2

Lucio Vilar

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Professor associado e coordenador da disciplina de Endocrinologia no Departamento de Medicina Clínica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Chefe do Serviço de Endocrinologia do Hospital das Clínicas da UFPE. Doutor em Ciências da Saúde pela Universidade de Brasília (UnB). Fellowship em Diabetes e Endocrinologia no Oxford Center for Diabetes, Endocrinology and Metabolism Hospital Radcliife Infirmary (Reino Unido).

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