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Bruno Chateaubriand

Por Bruno Chateaubriand, jornalista
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Vilma Nascimento recebe homenagem no Congresso Nacional

Porta-bandeira histórica da Portela é recebida no dia da consciência negra

Por Bruno Chateaubriand Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 24 nov 2023, 11h50 - Publicado em 20 nov 2023, 13h22

Vilma Nascimento, conhecida como Cisne da Passarela, grande porta-bandeira da Portela, recebe hoje, em Brasília, no Congresso Nacional, uma homenagem. No dia da consciência negra, a artista do samba compartilha em suas redes sociais uma homenagem repleta de representatividade. “São 85 anos bem vividos, é uma alegria e honra enorme ser reconhecida a nível nacional. Faz ter a certeza de poder olhar para trás e ver que todo empenho e dedicação valeram a pena”.

A artista do samba encantou Natal da Portela em uma apresentação na boate Night and Day, na Cinelândia, em 1952. A bela jovem, com apenas 14 anos, era porta-bandeira da União de Vaz Lobo e recusou o convite do dirigente para dançar pela agremiação de Madureira, dizendo que já tinha uma escola de samba. Algum tempo depois, na Central do Brasil, com o dia amanhecendo e voltando para casa de trem, Vilma conheceu um rapaz, que a convidou para jantar e conhecer sua família. No dia e hora marcados, Vilma foi ao encontro de Mazinho, que se tornaria seu namorado, e naquele mesmo dia fora apresentada ao seu pai – tratava-se de ninguém menos do que o Natal da Portela. Ali o destino agiu com uma pegadinha para que sogro e nora fizessem parte de muitos capítulos da história da Portela.

Sua estreia com o pavilhão azul e branco aconteceu em 1957, seguida de um tetracampeonato histórico, de 1957 a 1960. Diz o jornalista Aydano André Motta, autor do livro Onze mulheres incríveis do carnaval carioca – Porta-bandeiras, que Vilma é como a Ferrari para os carros ou o Stradivarius para violinos. Nos anos 1960, o jornalista Valdinar Ranulfo apelidou Vilma de Cisne da Passarela, pelo bailado elegante na Avenida. Na Portela, era considerada imprescindível, tanto que, no Carnaval de 1965, Natal não deixou a escola entrar na pista enquanto Vilma não  chegasse – o pneu do carro que trazia a porta-bandeira havia furado e ela se atrasou. A solução foi tirar a roda de uma alegoria e simular um “conserto”, que foi finalizado assim que Vilma pisou ali.

Em 1969, Vilma Nascimento passou o posto de primeira porta-bandeira para Irene e começou a desfilar como destaque. Retomou a função de 1977 a 1979 e, em 1984, fez parte do grupo que se afastou da Portela por questões políticas. Com essa dissidência, ao lado do filho de Natal da Portela, Nésio Nascimento, ajudou a fundar a Tradição. Desfilou pela agremiação de Campinho nos primeiros anos de sua existência, anos garantindo muitas notas máximas nesse tradicional quesito.

O Carnaval de 2007 marcaria o retorno de Vilma à agremiação de Madureira. Hoje, além de participar de ensaios e não perder um Carnaval, orienta a filha Danielle, a neta Camyla e a bisneta Clarice nessa arte que ajudou a difundir em todo o país.

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