Os novos subprefeitos e os desafios das maiores regiões do Rio
Zona Norte, Zona Sul e Barra têm novos gestores. A coluna conversou com eles sobre desafios, prioridades e uma curiosa coincidência entre os três

O Rio de Janeiro é dividido em onze subprefeituras, responsáveis pela administração regional da cidade. Com a virada do ano, três novos subprefeitos assumiram seus cargos, representando a Zona Sul, a Barra da Tijuca e a Zona Norte. Após o primeiro trimestre de gestão, a coluna conversou com eles para entender os desafios, as qualidades de cada região e uma coincidência curiosa: os três são torcedores do mesmo time de futebol e, no Maracanã, vestem a mesma camisa.

Douglas Araújo comanda a subprefeitura da Zona Norte, a região mais populosa da cidade. Formado em Relações Internacionais, tem 32 anos, é casado, torcedor do Fluminense e da Unidos de Vila Isabel, embora confesse um carinho especial pela Portela. “O maior desafio é representar tantas pessoas dessa região da cidade. Como diz o prefeito, somos o coração do Rio.” Para ele, a riqueza cultural da Zona Norte é um dos pontos mais fortes, mas exige atenção. “Temos inúmeros desafios e precisamos estar em estado de alerta constantemente.”

Bernardo Rubião, subprefeito da Zona Sul, tem 26 anos, é solteiro, torcedor do Fluminense e apaixonado pela Beija-Flor de Nilópolis. Nascido em Copacabana, cresceu jogando futebol na praia e conhece bem a dinâmica da região. “A Zona Sul tem uma particularidade única. Sou cobrado pelos moradores do metro quadrado mais caro do Brasil, mas, ao mesmo tempo, preciso atender às demandas das comunidades da área”, explica. Para ele, o melhor do cargo é a proximidade com a população. “É entender as necessidades de cada morador e contribuir para o desenvolvimento econômico da chamada ‘joia da coroa’ da cidade.”

Já na Barra da Tijuca, quem está à frente da subprefeitura é Leandro Marques. Casado, pai de três filhos e professor de Educação Física, ele também torce para o Fluminense e é apaixonado pela Mocidade Independente de Padre Miguel. “Meu maior prazer é saber que posso ajudar as pessoas no dia a dia”, afirma. No entanto, ele admite que o trânsito da Barra é um dos desafios mais complexos. “A mobilidade é um problema constante, e buscamos soluções para melhorar o fluxo viário.”