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Bruno Chateaubriand

Por Bruno Chateaubriand, jornalista
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Polícia Civil e Liesa descobrem esquema de credenciais falsas da Sapucaí

Gráfica em shopping da Zona Sul chegava a cobrar R$ 3 mil reais por documento que dá acesso à Avenida

Por Bruno Chateaubriand Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 11 fev 2024, 16h49 - Publicado em 11 fev 2024, 15h32

Uma grade operação de inteligência da Polícia Civil do Rio de Janeiro, em conjunto com a Liesa, identificou e desmontou um esquema de falsificação de credenciais para o Sambódromo no Carnaval 2024.

Na noite de sexta (9), quando começaram os desfiles da Série Ouro do Carnaval carioca, a equipe de segurança da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio identificou tentativas de acesso à Marquês de Sapucaí com documentos falsos e imediatamente contatou as autoridades policiais, que a partir de investigação chegaram até uma gráfica localizada no quarto piso do Shopping Rio Sul, em Botafogo. Lá, foram encontradas credenciais de tipos variados, como as de trânsito livre e imprensa. Havia na gráfica inclusive a cópia da credencial mais cobiçada, que dá acesso à pista. A loja foi fechada pela Polícia Civil neste sábado (10).

Segundo as investigações, proprietários de credenciais legítimas forneciam ou comercializavam o QR-Code para os falsificadores. Na loja, esse QR-Code era reproduzido em diversas cópias, e os passes falsificados eram confeccionados com as fotografias dos “credenciados” No esquema, uma credencial falsa poderia ser vendida por até R$ 3 mil. Na Avenida não existe limitações no uso de QR-Codes nas catracas, por isso não havia forma de identificar se um passe era verdadeiro ou não. De acordo com o portal Terra, uma gerente e dois funcionários foram levados para a base da Sapucaí para prestar esclarecimentos. Eles serão responsabilizados por falsificação de documento privado.

Uma credencial da Liesa, no meio do samba, vale como um passaporte de status. Traçando uma comparação com o meio da moda, seria equivalente a um convite de uma fila A em um desfile em Paris de grifes como Chanel ou Hermes. Centenas de pessoas são vistas transitando pela Avenida mais famosa do samba do país. Na Sapucaí, todos os anos, muitos se perguntam: “Quem é? Por que essa pessoa tem essa credencial? Ela está trabalhando ou trabalha com Carnaval? Trabalha em alguma escola de samba?” A resposta para centenas – ou até milhares de crachás, pode estar exatamente nesse tipo de esquema, que provavelmente já acontecia há algum tempo.

O que diz a Liesa:

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“A equipe de segurança da Liesa vem realizando um controle rigoroso de acesso e identificou tentativas de fraude. A partir daí, trocamos informações com a Polícia Civil, que realizou a operação e tomou as providências”, ressaltou o diretor de Marketing da Liesa, Gabriel David.

O que diz a Polícia Civil:

“Vamos agora seguir com a investigação para chegar até o responsável por produzir a arte e entregar o QR Code para que seja realizada a falsificação, além das pessoas que compraram essas credenciais falsas”, explicou o delegado Pedro Cassunde.

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