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Bruno Chateaubriand

Por Bruno Chateaubriand, jornalista
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Plástica na quarentena

Três médicos, membros da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, revelam alta procura por procedimentos no mês de julho.

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Atualizado em 31 jul 2020, 13h53 - Publicado em 30 jul 2020, 21h50

O Brasil é um dos países que mais realizam cirurgias plásticas estéticas, chegando à marca de um milhão e 498 mil cirurgias na última pesquisa da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS). Tradicionalmente o mês de julho é conhecido como alta temporada das plásticas. Em meio à pandemia, a especialidade é uma das atividades médicas que retorna na flexibilização da quarentena. “Nesse período conturbado é imprescindível o bom senso do cirurgião. Ponderar os riscos e tomar as atitudes necessárias para operar com segurança”, analisa Pedro Granato, cirurgião plástico, membro da SBCP.

Entre os procedimentos mais procurados na retomada, estão o aumento mamário com prótese de silicone, seguido da lipoaspiração, que remove gordura acumulada em áreas do abdômen, coxa, cintura, costas e braços. “Abril e maio não operamos”, relata Rodrigo Mangaravite, especialista em rinoplastia, que completa: “O fato de estar dentro de casa faz muita gente buscar os procedimentos, aproveitando que estão de home office para a recuperação”. Com agenda lotada Leandro Ventura, cirurgião plástico membro da da American Society of Plastic Surgeons (ASPC),  observa: “Estamos vivendo o efeito de uma demanda reprimida”.

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