Samba no corre: Olympikus vai fechar comemoração dos 50 anos na Sapucaí
A marca, que tem percorrido o Brasil com um circuito de corridas que vão muito além do foco competitivo, fechará a celebração em abril, no Rio de Janeiro
Rio de Janeiro, Sambódromo, tênis e samba no pé. A cena parece mais Carnaval do que corrida, e é justamente essa a provocação: a Olympikus escolheu encerrar o circuito de 50 corridas comemorativas dos 50 anos com uma final na Marquês de Sapucaí, no dia 26 de abril do ano que vem. A ideia é simples: transformar aniversário da marca em experiência com cara de Brasil, como ela bem fez ao longo do ano.
Eu já tinha entendido no racional que a Olympikus estava construindo algo grande com o circuito proprietário Bota Pra Correr. Mas foi em Cumbuco, no Ceará, vendo a energia acontecer ao vivo e a galera se encontrando como quem chega numa festa e não numa prova, que caiu a ficha. Fiz a prova de 21km em um ritmo tranquilo. Parei para tomar água de coco, ouvir forró e me refrescar no “chuveirão” do caminhão-pipa. Não era a performance que importava, mas participar da festa, “correr com os olhos”, me divertir, como bem sugeriu Bianca Dallegrave, gerente de marketing da Olympikus.
Corri com o Corre 4, queridinho da marca e, segundo dados do Strava citados pela empresa, o preferido dos brasileiros, na versão especial da etapa. Saí com a sensação de que ele também virou meu tênis favorito para rodagem pela combinação honesta de conforto, consistência e estilo. Ali, essas três palavras explicam o momento da Olympikus.
A marca entrou nas comemorações pelos 50 anos tentando ocupar um território que muita gente busca e pouca sustenta: confiança. Márcio Callage, diretor de marketing da Vulcabras, dona da Olympikus, verbalizou isso sem rodeios. Em um tempo acelerado e desconfiado pelo uso desenfreado de Inteligência Artificial, ele defende que reputação construída na prática é o que vale mais. “A voz da comunidade influencia mais do que o que a gente fala. O que vocês escutam e veem influencia muito mais do que o que a gente fala”.
A partir daí, a estratégia fica mais clara. Em vez de uma campanha tradicional de aniversário, a Olympikus escolheu circular o Brasil com 50 corridas. O calendário vem costurando regiões, perfis e jeitos diferentes de correr, unindo esporte, lifestyle, turismo, sotaques e festa. A corrida aparece como cultura, e não apenas como vitrine de produto.
Por isso, o Rio de Janeiro, no fim das comemorações, faz tanto sentido. Tanto quanto fez Cumbuco, uma edição caprichada com a presença do medalhista olímpico Vanderlei Cordeiro de Lima na corrida, e do médico Dráuzio Varela dando seu depoimento sobre corrida como fonte de saúde e saúde mental – ele, um exemplo vivo disso como um maratonista aos 82 anos.
Callage amarra isso quando diz que “corrida é mais que corrida”, não como slogan, mas como leitura de comportamento. “É emocionante ver que as pessoas se agendam para estar juntas no Bota Pra Correr. Fazem camiseta, combinam treino. Para elas é um programa muito legal. Isso é o que me arrepia”, contou. Eu vi de perto essa corrida como vida social, pertencimento e ritual.
Na base dessa conversa está a ideia de democratizar acesso. A linha Corre cresceu junto com o Bota Pra Correr e chegou ao Corre 4 com uma família extensa, incluindo o Corre Turbo, Corre Trilha, Corre Max e Corre Supra. “Um tênis bom não precisa custar mais de mil reais. Esse é o Brasil”, defende Callage, reforçando o argumento de custo-benefício. Na leitura dele, esse movimento ajudou a mexer na categoria no país, inclusive puxando marcas internacionais a reagirem com opções mais acessíveis.
Só que a aposta não é apenas preço. É tecnologia aplicada com escala. Callage citou essa evolução da família Corre e o fato de que hoje dá para falar em espuma e soluções que, durante muito tempo, ficaram restritas a faixas mais altas. Ele também trouxe um dado que mostra o tamanho do projeto dentro da operação: a família Corre já representa algo como 20% a 25% dos resultados financeiros da Vulcabras, o que ajuda a sustentar investimento e desenvolvimento.
A ousadia mais explícita vem nos próximos lançamentos. Em fevereiro, chega o Corre Pace, pré-apresentado como um tênis conceito. Ele terá série limitada, construção mais artesanal, placa de carbono e foco em asfalto. Não é um modelo para todo mundo, e a marca não esconde essa proposta. “Vai ser acessível na comparação com similar”, pontua Bianca. A aposta é tratar o modelo como laboratório: tecnologia que nasce no topo e, com o tempo, tende a influenciar o restante da linha. O Corre 5 aparece como a próxima evolução do carro-chefe, com previsão de lançamento em abril.
Outro ponto que conversa diretamente com o Rio, e com o Brasil real, é a caminhada. Callage lembrou que 30% dos brasileiros declaram caminhar e chamou isso de “o maior esporte do Brasil”. É um território que abre espaço para produto, conteúdo e eventos com menos pressão por pace e mais foco em saúde, sociabilidade e acessibilidade. Numa cidade que anda muito, na orla, na calçada, no sobe e desce, faz sentido olhar para isso com atenção.
No fim, o que a Olympikus está fazendo com esses 50 anos é comemorativo e também é posicionamento, transformando a linha Corre numa plataforma que junta produto, pesquisa, conteúdo e experiência. E usa o circuito como vitrine dessa tese, com uma última cena mais do que simbólica. Uma corrida que termina em samba, no coração do Rio.
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