Produtora cultural carioca explica ciência por meio do teatro

O Circuito Cultural de Cidadania, plataforma desenvolvida em parceria com a empresa canadense Mad Scienc, leva peças itinerantes á várias regiões do Rio

Um passeio despretensioso pelo Catavento Cultural, um museu interativo em São Paulo, foi a grande inspiração da produtora cultural Márcia Ximenez. Ao notar que as experiências científicas eram o que mais chamava a atenção da garotada, ela teve a ideia de criar um projeto sobre o tema e, em 2015, nasceu o Circuito Cultural de Cidadania, plataforma educativa desenvolvida em parceria com a empresa canadense Mad Science. “Por meio do teatro, e de forma bem lúdica, tentamos mostrar ao público infantil como a ciência está presente em tudo no nosso dia a dia”, explica Márcia, à frente da Kommitment Produções Artísticas. A iniciativa, que em 2018 já esteve na Mangueira e passará ainda por bairros como Coelho Neto, Colégio e Engenho da Rainha, já atendeu cerca de 15 000 crianças, entre 5 e 12 anos, com apresentações itinerantes em museus, centros culturais, bibliotecas e, sobretudo, escolas públicas. Sempre gratuitamente.

No palco, os atores realizam experimentos científicos que podem revelar segredos da ilusão de óptica, desvendar o misterioso universo da energia elétrica e mostrar, na prática, o impacto da poluição no meio ambiente. “É tudo bem interativo. As crianças participam dos testes e dão seus palpites sobre os resultados”, explica a empresária, que espera estar contribuindo também para a formação da plateia. “Há crianças que nunca foram ao teatro, que não sabem nem o que é ser ator”, revela. Segundo Márcia, que faz questão de assistir às apresentações, é comum ouvir das crianças que, durante a peça, elas aprenderam mais sobre ciências do que em sala de aula. “Esses momentos são preciosos, justificam um monte de coisa, como a dificuldade de captação de recursos e o risco que a gente corre indo a certos locais. Fico muito satisfeita com o resultado do trabalho, mas também gostaria que outros projetos fossem disseminados em lugares aonde a cultura não chega”, sonha.

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