Pezão quer punição imediata para PMs acusados de executar cinco jovens

Governador admitiu a hipótese de execução no caso dos jovens mortos a tiros por policiais militares em um automóvel no sábado à noite

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ), admitiu a hipótese de execução no caso dos cinco jovens mortos a tiros por policiais militares em um automóvel no sábado à noite, 28, em um dos acessos ao Morro da Lagartixa, em Costa Barros.

Quatro policiais do 41º Batalhão de Polícia Militar (Irajá) foram presos, três deles autuados por homicídio doloso e todos por fraude processual, por terem tentado alterar a cena do crime para incriminar as vítimas. O Rio contabiliza episódios semelhantes de mortes de inocentes por PMs, mas para Pezão a ocorrência não poderia ter sido evitada pelo comando do 41º Batalhão de Polícia Militar ou pela Secretaria de Segurança.

“Infelizmente foge ao controle de qualquer comandante de batalhão ou secretário de Segurança uma atitude como essa. É muito dolorido, é abominável. É muito triste a gente ver quase 50 tiros em um automóvel. Isso não é trivial, não é normal”, afirmou, após participar de um seminário na Associação das Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro.

O governador disse que pediu força total da Procuradoria Geral do Estado, da Defensoria Pública e da assistência social do Estado para dar apoio às famílias dos jovens mortos. “É o mínimo que a gente pode fazer. Isso não repara, é doloroso, mas eu quero o Estado muito presente nesse caso e se tiver que punir, que puna imediatamente”, disse.

Segundo Pezão, tudo indica que houve uma execução, mas ainda não há definição sobre a expulsão imediata dos policiais envolvidos porque é preciso aguardar a apuração do crime. “Nunca julgo premeditadamente as pessoas, mas parece que foi execução. E isso nós não vamos tolerar. Se tiver que expulsar, vamos”, afirmou. O governador evitou ligar o caso a um episódio de racismo, por se tratar de jovens negros. “Não é racismo. É erro e erro a gente vai combater.”

Foram assassinados Roberto de Souza Penha, 16 anos, Carlos Eduardo da Silva de Souza, de 16, Cleiton Correa de Souza, de 18, Wilton Esteves Domingos Junior, de 20, e Wesley Castro Rodrigues, de 25. Parentes acusaram os policiais de impedirem o socorro às vítimas e de adulterarem a cena do crime.

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