Grandes nomes do skate competem em Madureira

Cotados para participar da Olimpíada de Tóquio, atletas disputam a primeira etapa do Mundial no Rio

Grandes talentos das rodinhas vão enfrentar um adversário extra na etapa carioca do Mundial de Skate Bowl 2017: o calor. Altas temperaturas aguardam os participantes do torneio Oi Bowl Jam, que acontece de sexta (27) a domingo (29), no Parque Madureira. Os três dias de prova, com entrada gratuita, abrem o disputado circuito internacional. Entre as estrelas a caminho da cidade estão nomes cotados para estrear em Tóquio, em 2020, como atletas olímpicos — na capital japonesa, a brincadeira radical surgida na Califórnia, na década de 70, depois alçada a modalidade esportiva, vai levar medalhistas ao pódio dos Jogos pela primeira vez. Estão no páreo o americano Alex Sorgente, atual primeiro colocado do ranking mundial, o catarinense Pedro Barros, seis vezes campeão mundial, e o espanhol Danny León, vencedor de diversos torneios. “Além de o calor exigir mais esforço, a pista tem nível de dificuldade alto. Para se sair bem em Madureira é preciso muito preparo e concentração”, avalia Pedro Barros, que venceu as três etapas anteriores na cidade.

A relação entre o Rio e o skate é antiga. O complexo dedicado ao esporte em Madureira foi batizado com o nome de um pioneiro carioca, Jorge Luiz Souza, o Tatu (1957-2005), e a primeira pista da América Latina foi inaugurada em Nova Iguaçu, em 1974. Décadas depois, a cidade mantém seu protagonismo. Com a abertura do Parque Madureira, em 2012, seus 8 250 metros quadrados reservados aos skatistas tornaram-se o novo recorde sul-americano de tamanho. De acordo com pesquisa da Confederação Brasileira de Skate, a cidade tem o segundo maior número de praticantes do país, com meio milhão de pessoas. Tamanha vocação alimenta um sonho pós-Rio 2016. “Seria incrível poder fazer etapas classificatórias dos Jogos de 2020 no Rio. Vamos batalhar por isso”, diz Márcia Casz, diretora da IMM Esportes e Entretenimento, empresa responsável pela etapa brasileira do Mundial. Faz sentido, já que o Brasil terá direito a levar doze atletas para competir nas quatro categorias olímpicas. Novos talentos não faltam — basta visitar Madureira para comprovar.

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