Equipe do Google Street View mapeia as arenas olímpicas da Rio 2016

Internautas de todo o mundo poderão conhecer em detalhes os bastidores das instalações da Olimpíada no Google Maps

No último dia 11, dois operadores certificados pela empresa americana Google partiram rumo a Deodoro, na Zona Oeste, munidos de um inusitado conjunto de equipamentos eletrônicos. Era pouco mais de 4 da tarde quando eles chegaram ao Complexo Esportivo de Deodoro, a futura sede de onze modalidades olímpicas e de quatro paralímpicas na Rio 2016. Naquele dia, atletas do mundo inteiro, muitos ainda em busca do índice classificatório para a Olimpíada, disputavam na Arena da Juventude a segunda etapa da Copa do Mundo de Pentatlo Moderno, esporte que congrega hipismo, esgrima, natação, tiro esportivo e corrida. Ali, foi utilizada uma das engenhocas desenvolvidas na sede da empresa americana, em Mountain View, na Califórnia — um carrinho de pouco mais de 2 metros de altura, conhecido como trolley, com uma câmera rotativa no topo. Empurrando o aparelho, um dos funcionários passou a clicar o ginásio, com capacidade para 5 000 pessoas, que, além das provas de esgrima do pentatlo moderno, abrigará algumas partidas de basquete olímpico e esgrima em cadeira de rodas. Do lado de fora, o outro técnico deu início ao registro no perímetro externo da arena, bem como no interior e nos arredores do Centro Aquático de Deodoro, com outra traquitana desenvolvida nos mesmos laboratórios de onde saíram o Google Car, o carro sem motorista criado pela empresa, e o Google Glass, os óculos dotados de uma minitela acoplada nas lentes. Em meio ao forte calor e ao odor desagradável de um valão a céu aberto, ele realizava seu trabalho com uma enorme mochila, de 18 quilos, nas costas. Nela, chamava atenção a esfera com quinze lentes fotográficas, um pouco acima da linha da cabeça do operador. 

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A dupla responsável pela missão em questão faz parte da equipe de colaboradores do Google Street View, plataforma em 3D do site Google Maps que permite visualizar ruas, praças e até museus ao redor do globo como se você estivesse lá, em carne e osso. “Com essa parceria, queremos oferecer tanto aos torcedores que vêm aos Jogos como aos que não vêm a experiência de fazer parte do evento”, explica Adriana Garcia, diretora de comunicação do Comitê Rio 2016. Espécie de atlas virtual, o Google Maps fornece imagens de mais de 1 bilhão de quilômetros, por dia, em trajetos consultados pelos usuários. Isso equivale a 135 viagens de ida e volta à Lua. Ao todo, o site recebe por mês mais de 1 bilhão de visitantes, sendo que uma em cada cinco buscas feitas é relacionada à localização de algum ponto em um dos 199 países cobertos pelo sistema. O Rio olímpico, portanto, não poderia ficar de fora desse gigantesco compilado. Na verdade, o trabalho começou na Copa do Mundo de 2014, quando a empresa americana fez fotos panorâmicas dos doze estádios que foram palco das partidas de futebol, e ainda de algumas ruas decoradas para o evento, como a Pereira Nunes, no Andaraí. 

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Faltando menos de cinco meses para a Olimpíada, já foram registradas em 360 graus quinze das 37 instalações olímpicas. “Ainda não mapeamos tanto quanto gostaríamos, porque as chuvas atrapalharam. Estamos dependendo também da entrega das obras. Algumas só ficarão prontas no início dos Jogos”, lamenta o engenheiro Tomás Nora, responsável pelo Street View na América Latina. Uma vez no ar, os mapas das instalações da Rio 2016 vão apresentar detalhes como a localização dos banheiros e dos bebedouros dentro das arenas. Outra plataforma, o Google Earth, mostrará a evolução das obras através de fotos tiradas por satélite. Faz parte do projeto, ainda, a coleta de imagens dos pontos turísticos e das principais ruas da cidade para a atualização de dados, e também das vias que dão acesso às novas estruturas olímpicas. Todo o conteúdo deve ficar disponível ao público às vésperas das competições, transformando o legado físico do maior evento esportivo do mundo em um detalhado documento virtual para a cidade.

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