Empresária oferece curso de línguas gratuito a crianças carentes

Atualmente, Beatriz Berto dá vinte bolsas, no mínimo, em cada uma das filiais, no Jardim Botânico e no Leblon

Desde que fundaram o curso de idiomas Ann Arbor, há 38 anos, Fernando Antônio Berto e Elza Maria Soares Gouvêa sempre abriram as portas aos menos favorecidos, oferecendo bolsas integrais a quem não podia pagar. Em 2000, o casal afastou-se da direção da empresa, dando lugar à filha. Beatriz Berto, 42 anos, não só manteve o lado assistencial do negócio como ampliou e sistematizou as ações sociais. “É preciso que a gente faça a diferença, e a educação é parte desse processo. As crianças precisam ter um futuro e conhecer outra língua; é algo a mais, que ajuda a conquistar um emprego melhor”, afirma.

Atualmente, a diretora oferece vinte bolsas, no mínimo, em cada uma das filiais, no Jardim Botânico e no Leblon. Crianças e adolescentes são encaminhados ao curso por meio de parcerias com escolas públicas e projetos sociais, mas pedidos individuais também são atendidos. “Eu checo para ver se a coisa é séria mesmo. Por exemplo, o pessoal do Projeto Carlos Vieira e Márcio Henrique de Artes Marciais, no Vidigal, me procurou e acabamos de nos acertar. Eles vão nos enviar cinco crianças, entre 4 e 6 anos”, conta Beatriz. Além de as aulas serem gratuitas, é feita a doação do material didático e, em caso de o estudante apresentar dificuldade com o conteúdo, estão previstas lições de reforço. “O aluno contemplado só tem o trabalho de sair de casa e entrar na sala de aula”, diz.

As bolsas oferecidas são para o curso completo, com duração de dez anos e duas aulas semanais. E, ao concluir o aprendizado de uma língua, o aluno é sempre incentivado a encarar outro idioma, também de graça. “Trabalhamos com inglês, espanhol, francês, italiano e alemão. Então, se o aluno termina um curso com louvor, a gente vai dando corda”, explica a empresária, orgulhosa de seus pupilos. “Vários bolsistas que concluíram o curso saíram fluentes na língua estudada e entraram na universidade. Eles chegam se sentindo excluídos, mas, aos poucos, vão ganhando confiança para crescer e conquistar o espaço deles”.

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