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Victor Vocos Camargo: “Nenhuma live substitui o olho no olho”

Convidado do projeto "Os planos da retomada", o diretor-executivo da agência V3A traçou perspectivas para a indústria de eventos cariocas

Por Bruna Motta - Atualizado em 17 ago 2020, 20h23 - Publicado em 4 ago 2020, 22h31

Victor Vocos Camargo, diretor-executivo da agência V3A, foi o convidado desta terça (4) da série Os Planos da Retomada, que busca debater com executivos e empresários cariocas soluções e estratégias para reerguer o Rio diante da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. O bate-papo aconteceu no Instagram de VEJA Rio e foi conduzido pela repórter da revista Marcela Capobianco. Abaixo, alguns trechos da conversa:

Pandemia

“No início, achava que seria uma crise passageira. Acreditei que era apenas uma gripezinha, mas foi piorando. Sofremos economicamente, tivemos que reduzir a nossa equipe, mas o nosso DNA inovador nos fez sofrer menos neste momento, porque sempre priorizamos a estratégia. Começamos o ano com o pé direito e, na hora de engrenar, tomamos um míssil no meio da cara. O setor de eventos foi muito afetado. Falam que 98% das festas, ações e convenções foram afetadas. Eu me pergunto se os 2% que faltam também não sofreram algo. Tivemos que nos virar nos 30”.

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Evento digital

“Se você pensa um evento presencial de forma digital, pode se comunicar com milhões de pessoas. A gente já pensa os eventos de forma digital. Há duas formas: o efeito para atingir a pessoa e para prender a atenção. O celular, hoje, é uma extensão do nosso corpo. Não tem mais como não pensar digitalmente. Para dar certo, um evento precisa ser arquitetado com artifícios digitais”.

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Rio

“Sou apaixonado pela cidade. Além de investir todo o meu tempo na minha empresa, que é carioca, eu sou sócio de restaurante no Leblon, invisto em vários negócios no Rio. Acho que a cidade tem uma vocação para receber pessoas que é muito mal explorada. Inclusive, com a tendência dos negócios mais focados em serviços, o Rio tem a chance de ser o principal polo da América Latina. Mas falta investimento e entendimento do mercado e do poder público”.

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Iniciativa pública

“As leis de incentivos, funcionando da forma adequada, já cumprem um papel muito bom. Mas, por exemplo, o tópico de licenciamento é uma das situações mais complicadas. Trabalhar como produtor de evento no Rio é muito difícil. É o lugar mais difícil de trabalhar. O Rock in Rio, para se viabilizar, precisa de dezenas de licenças. A edição em Las Vegas, nos Estados Unidos, só precisou de quatro documentos. Tentam colocar iniciativa pública contra a iniciativa privada, como se fossem inimigos. Mas mesmo assim seguimos trabalhando, com ousadia”.

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Pós-vacina

“Brinco que, depois da vacina, vai ser ‘vida louca’. Os eventos na rua têm tudo para bombar. As pessoas querem se encontrar, compartilhar experiências. Uma live quebra um galho agora, mas jamais vai substituir os encontros presenciais, o olho no olho”

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