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Uma pequena retrospectiva do ano de 2015 para os cariocas

A montanha-russa entre experiências boas e ruins que marcou este ano tão atípico pode inspirar transformações positivas para a cidade e para os cariocas em 2016

Por Pedro Tinoco Atualizado em 5 dez 2016, 11h35 - Publicado em 25 dez 2015, 00h00

Espremido entre a Copa e a Olimpíada, sob o peso da crise política e econômica, 2015 foi, vamos dizer assim, complicado. No álbum de retratos do ano, é impossível evitar o horror da imagem dos cinco meninos chacinados por policiais militares em Costa Barros. Também enfea as páginas da lembrança o abre e fecha de instituições como o Museu Nacional e as bibliotecas-parque. Marca presença negativa, ainda, a triste rotina das mortes por bala perdida, das cenas de violência e preconceito na praia e da mortandade de peixes na Lagoa, para ficar em alguns casos reincidentes nos últimos doze meses. Sem ser importunado por agentes da saúde pública, outro velho conhecido, o Aedes aegypti, multiplica-se, espalhando novas doenças. O carioca, contudo, não perde a oportunidade para manifestar seu desejo de viver dias melhores. Prova disso foi a afluência de mais de 25 000 visitantes de todos os cantos da cidade no primeiro fim de semana de funcionamento do Museu do Amanhã. Houve longas filas, programação festeira na reformada Praça Mauá e muito lixo largado fora do lugar — a Comlurb recolheu 4 200 toneladas na região. Assim, entre desgraças renitentes e projetos auspiciosos, o, digamos, complicado 2015 chega ao fim. O futuro está nas mãos de todos os cariocas, incluídos os que correram para conhecer o museu: um ano-novo melhor vai depender de quanto estamos dispostos a prestigiar as boas iniciativas e, ao mesmo tempo, impedir que a cidade seja enxovalhada.

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