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Uber passa a cobrar mais dados de usuários

Segundo empresa, Brasil foi o único país onde esse problema ocorreu depois que começou a aceitar dinheiro como forma de pagamento

Por Redação VEJA RIO - Atualizado em 7 mar 2017, 17h21 - Publicado em 6 mar 2017, 15h31

Depois dos casos de violência contra motoristas de Uber, a empresa decidiu cobrar mais informações dos usuários como medida de segurança. O aplicativo exigirá dados pessoais como CPF no momento da solicitação de viagens com pagamento em dinheiro. Enquanto em São Paulo a mudança já começou a acontecer no fim do mês passado, o Rio deve ter a medida implementada nas próximas semanas. Em um primeiro momento, apenas os passageiros novos ou que não registram histórico de pagamento de viagens em dinheiro, e que não tenham um cartão de crédito registrado, terão de cumprir a medida que, futuramente, será aplicada para todos.

Embora os números de ocorrências não sejam divulgados, a empresa reconhece que os episódios aumentaram. Segundo o Uber, o Brasil foi o único país onde esse problema ocorreu depois que começou a aceitar dinheiro como forma de pagamento, mas a empresa explica que a maioria dos casos ocorreu em decorrência a violência urbana. Últimos balanços divulgados pela empresa dão conta de que há nove milhões de usuários no Brasil e cerca de quatro milhões no Rio de Janeiro.

Relembre alguns casos

Na semana passada, o motorista Jussan Rodrigues da Costa Alves Lima, de 28 anos, foi vítima da violência urbana contra os condutores do aplicativo no Rio. Dois homens armados que estavam em uma moto esperaram um passageiro descer do carro, no Andaraí, na manhã de quinta-feira, e mataram Jussan a tiros em uma tentativa de assalto. Os criminosos fugiram sem levar o automóvel.

Na madrugada de 6 de fevereiro, Carlos Henrique Gonçalves Filho foi assaltado quando chegava para buscar um casal de passageiros no Maracanã. Quando ele descia do carro para se render, foi atingido por um tiro no peito. Os bandidos fugiram levando o carro e um celular.

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