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Taxa de homicídios de Angra dos reis aumenta 42% em 2018

O crescimento registrado entre janeiro e maio deste ano vai na contramão do estado, que teve redução de 1,6% deste tipo de crime

Por Redação VEJA RIO 25 jun 2018, 14h13

Um dos pontos turísticos mais notáveis do Rio pelas belezas naturais, Angra dos Reis registrou um crescimento vertiginoso dos homicídios em 2018, quando a taxa deste tipo de crime cresceu 42%. De janeiro a maio houve 61 mortes, contra 43 no mesmo período do ano passado. O curioso é que as estatísticas do município vão na contramão do restante do estado, que teve queda 1,6% nos cinco primeiros meses deste ano.

Neste sábado (23), dois homens morreram durante ação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) na comunidade do Areal, onde a realização de bailes funk havia sido proibida depois que a polícia descobriu o financiamento do tráfico nas festas. Agentes chegaram a destruir caixas de som durante uma incursão, mas uma denúncia informou às autoridades que criminosos voltaram a organizar as festas para aumentar a venda de drogas.

A operação teve início na madrugada do sábado, quando o baile estava lotado. Houve troca de tiros e correria. Dois homens foram baleados e levados ao Hospital Geral de Japuíba, mas não resistiram. No local, foram apreendidas uma pistola Glock 9mm, um revólver calibre 38, uma granada e um rádio de comunicação.

Pelas redes sociais, moradores da região relatam agressão de policiais do Bope a mulheres. As acusações ainda acusam os agentes de terem as obrigado a desfilar em uma vala.

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