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Secretário de Crivella nomeia advogado com clientes controversos

Paulo Messina, da Casa Civil, nomeou para cargo de confiança Anderson Yuji Ito, que defendeu os PMs responsáveis pelo assassinato da juíza Patrícia Acioly

Por Redação VEJA RIO - Atualizado em 13 mar 2018, 16h15 - Publicado em 9 mar 2018, 13h13
Anderson Yuji Ito
Anderson Yuji Ito Clube de Caça e Tiro Nacional/Reprodução

Sem alarde, o todo-poderoso secretário de Casa Civil do prefeito Marcelo Crivella, Paulo Messina, promoveu mudanças na estrutura da pasta, que atualmente conta com 14 subsecretarias. Entre os assistentes nomeados para cargos de confiança na subsecretaria executiva para tratar de ações de cidadania está o advogado Anderson Yuji Ito, que defendeu os PMs que assassinaram a juíza Patrícia Acioly. A carteira de clientes controversos do escritório de Yuji Oto inclui réus que respondem por tráfico de drogas e por envolvimento com grupo que explora máquinas caça-níquel.

Sócio do Clube de Caça e Tiro Nacional, em São Gonçalo, Yuji Ito é ferrenho opositor do Estatuto do Desarmamento, tendo declarado que se trata de “uma lei ideológica e contrária aos interesses do povo”. “O Povo precisa e quer se defender! O Povo está cansado de ser a ovelha de um rebanho sem cães pastores! O Povo quer o bandido desarmado! O Povo não aguenta mais tanta corrupção”, bradou Yuji Oto. Ao todo, o Secretário da Casa Civil de Crivella nomeou 32 pessoas para cargos de confiança.

Além de Anderson Yuji Oto, foram nomeados para a mesma função na Coordenadoria Geral de Ações da Cidadania, que prevê remuneração de R$ 1567,46, outros seis nomes: Aloisio Gonçalves Farine, Rosana Cruz, Edson Fragoso Pinto (filiado ao PDT de Queimados), Maria Flávia Fontão de Castro e Souza de Oliveira, Guilherme Andrade dos Santos e Rafael da Silva Gonçalves. Procurada, a assessoria do secretário Paulo Messina não informou até o fechamento desta matéria quais são as atribuições destes servidores.

ATUALIZAÇÃO:

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O secretário Messina confirmou que a Casa Civil passa por um processo de reestruturação, no qual foram cortados mais de 60 cargos. A nomeação de Yuji Ito será tornada sem efeito por haver discordância de Messina com o posicionamento do advogado em relação ao Estatuto do Desarmamento.

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