Clique e assine por apenas 4,90/mês

Secretário afirma que não haverá epidemia de dengue no Rio

Segundo Daniel Soranz, o índice de infestação do mosquito Aedes aegypti tem caído com a conscientização da população

Por Agência Estado - Atualizado em 5 dez 2016, 11h32 - Publicado em 28 jan 2016, 14h14

O secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, declarou na manhã desta quinta-feira, 28, que a cidade não sofrerá epidemia de dengue. Segundo a autoridade, o índice de infestação do mosquito Aedes aegypti tem caído com a conscientização da população.

+ Casos de dengue no Rio sobem quase 100% em uma semana

+ Contra Aedes aegypti, Rio faz fumacê na Passarela do Samba

+ Rio vai reforçar combate ao Aedes aegypti para evitar doenças na Olimpíada

“Nossas equipes de vigilância têm constatado que os focos do mosquito da dengue encontrados em vistorias a domicílios têm diminuído. As pessoas estão mais conscientes da prevenção”, disse à reportagem.

O secretário, que é médico sanitarista, declarou que, apesar do número de pessoas infectadas pelo mosquito da dengue ter crescido em relação ao ano passado, 2015 foi um período atípico, com contaminação abaixo da média histórica da cidade.

De acordo com dados da secretaria, até o último dia 18, já foram registrados 283 casos de pessoas infectadas pela dengue na cidade. Durante todo o mês de janeiro do ano passado, foram 165 casos. O ano todo de 2015 registrou 17.989 pessoas infectadas, enquanto 2014, apenas 2.644, 2013, 66.083, e 2012, 130.882 – ano em que houve a grande epidemia no Rio.

Jogos olímpicos

Soranz informou que, até junho deste ano, três leitos para isolamento de portadores de doenças contagiosas serão inaugurados para a Olimpíada de 2016. A intenção é se preparar para possíveis casos que poderão chegar a cidade através de estrangeiros vindos para os jogos.

De acordo com o secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, a estrutura foi montada porque há risco que doenças novas sejam trazidas pelos turistas. As estruturas serão montadas no Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, zona sul.

“Estamos em um mundo globalizado, então há esse risco. O risco de doenças trazidas por turistas sempre foi objeto de nossas investigações, mas vamos reforçar esse trabalho para a Olimpíada. Os médicos que vão trabalhar nos jogos estão sendo preparados para fazer a identificação precoce dessas doenças”, disse, antes de um evento do Ministério da Saúde na Quadra da Mangueira sobre prevenção à aids.

Há uma linha de pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que suspeita que o zika tenha sido trazida ao Brasil por estrangeiros na Copa de 2014.

Publicidade