Sabrina Sato brilha à frente da bateria da Vila Isabel com fantasia ousada
Apresentadora havia avisado que viria 'peladona', como sempre; Martinho da Vila, 87 anos de idade e 60 de escola, foi outro destaque do desfile

Bem que Sabrina Sato avisou que viria “peladona, como sempre”. Representando o sangue — enquanto os integrantes da bateria vieram de vampiros, numa caracterização divertida que lembrava o personagem Bento Carneiro, de Chico Anysio —, a bela veio com um figurino ousado: uma espécie de body com pedrarias vermelhas estrategicamente posicionadas.
Querida pela comunidade da escola, onde estreou no posto em 2011, Sabrina esbanjou simpatia e samba no pé, além de sua beleza, é claro. Marido da apresentadora, o ator Nicolas Prattes acompanhou a amada em todos os momentos, tendo desfilado como apoio da escola.
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Sabrina contou ao canal de YouTube Mais Carnaval que ele foi convidado a sair na bateria, mas, por causa do papel principal na novela Mania de Você, não conseguiu acompanhar os ensaios. Ano que vem, é possível que ele venha nesse posto.
Última escola do segundo dia desfiles, a Vila cruzou a Avenida na madrugada desta terça (4), sendo a quarta agremiação. O enredo Quanto Mais Eu Rezo, Mais Assombração Me Aparece, do carnavalesco Paulo Barros, sobre as assombrações do imaginário popular.

Foi o único enredo da noite sem relação direta com a temática da negritude – e, recentemente, Barros causou polêmica ao afirmar, à Folha de S. Paulo, que “desfiles com temática africana são todos iguais, e ninguém entende nada”, declaração que foi muito criticada.
Na Sapucaí, ele disse que “foi um grande equívoco” e que foi mal-interpretado. “Eu sou de santo, tenho a minha religião e eu simplesmente declarei que prefiro fazer um enredo que não tenha um cunho religioso, só isso. Eu tenho esse direito e acho que não cometi crime algum”, argumentou o carnavalesco.
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O drone luminoso da Comissão de frente da Vila Isabel caindo feito um saco de batatas na frente dos jurados. pic.twitter.com/2lcCecjenx
— Sérgio Santos (@ZAMENZA) March 4, 2025
Outro destaque foi a presença de Martinho da Vila, presidente de honra da agremiação, que, aos 87 anos de idade e sessenta de Vila Isabel veio no alto do carro abre-alas, um trem-fantasma. Um dos compositores do samba-enredo, aliás, é neto de Martinho, Raoni Ventapane. A música traz uma sutil homenagem ao baluarte, no verso “chora, viola”, que remete a um sucesso gravado por Martinho em 1978.
A apresentação foi marcada por efeitos especiais e alegorias humanas, espécies de assinaturas do carnavalesco. Um dos destaques da comissão de frente era um drone representando Jack-o’-lantern, a máscara de abóbora típica do Dia das Bruxas dos Estados Unidos, mas ele acabou despencando, pelo menos duas vezes, uma delas na frente dos jurados.

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A comissão de frente, coreografada por Alex Neoral e Márcio Jahú, trouxe ainda os atores José Loreto, encarnando o diabo, e Amaury Lorenzo, como Jack, que, segundo uma lenda irlandesa, conseguiu enganar o diabo duas vezes. Ao morrer, ele foi rejeitado tanto pelo céu como pelo inferno, sendo condenado a vagar pela Terra eternamente, com uma brasa para iluminar seu caminho. Ele a colocou dentro de um nabo oco, criando, assim, a primeira Jack-o’-lanterna.
Uma bruxa voadora que trazia a bandeira da escola, um barco que se movia simulando o movimento do mar e um carro inspirado na animação Monstros S.A., inclusive com esculturas dos personagens Sulley e Mike Wazowski, representando o temido bicho-papão. A apresentação proposta por Paulo Barros dividiu opiniões.
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Um dos quesitos mais aplaudidos foi a bateria do mestre Macaco Branco, que, entre os mascarados, contou com Mart’nália e Enzo Andrade, filho mais velho de Macaco Branco e da musa Dandara Oliveira. A escola trouxe também um sanfoneiro, Ivan Viana, o que rendeu elogios.
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