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Rocinha amanhece em meio a tiros, sem água e sem luz

Pelo 2º dia consecutivo, comunidade da Zona Sul é palco de troca de tiros

Por Redação Veja Rio - 26 jan 2018, 13h08
Rocinha
Rocinha Alexandre Macieira/Riotur/Riotur

A Rocinha amanheceu com policiamento reforçado nesta sexta (26). De acordo com relato de moradores, a Rua 2 e outros locais foram palco de trocas de tiros durante a manhã e há áreas com fornecimento de água e luz interrompidos. Até as 13h, não havia notícias de mortos ou feridos na comunidade.

Cachopa, Trampolim e Vila Verde são alguns dos pontos da favela com problemas no abastecimento de água. A Cedae informou que equipes devem resolver o problema até o fim do dia, caso consigam chegar aos locais em segurança. Já Macega, Rua 1 e Rua 2 sofrem com a falta de luz. Em nota, a Light comunicou que não há previsão para realização de reparos, em função dos conflitos. “A Light só entrará nas comunidades em condições de segurança”, informou a empresa.

Na quinta (25), uma operação do Comando de Operações Especiais da Polícia Militar na Rocinha terminou com um PM ferido na perna, quatro moradores baleados, um ônibus queimado na avenida Niemeyer e um policial morto. Tiago Chaves da Silva era soldado do Batalhão de Choque, foi atingido na barriga e será enterrado nesta sexta (26), às 17h, no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap.

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