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Rio sem Homofobia pode ter ajuda do BNDES

O programa passa a ser monitorado por uma comissão mista formada por parlamentares e pela sociedade civil

Por Agência Brasil - Atualizado em 7 abr 2017, 16h16 - Publicado em 7 abr 2017, 15h17
Parada Gay
Os serviços do programa são reconhecidos internacionalmente Divulgação/Divulgação

O Programa Estadual Rio sem Homofobia, que vem sofrendo cortes desde o início da crise financeira do estado, vai passar a ser monitorado por uma comissão formada por parlamentares e pela sociedade civil. O projeto foi anunciado em audiência pública da Comissão de Combate às Discriminações da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

A audiência foi presidida pelo deputado Carlos Minc (sem partido), que busca conseguir o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O banco confirmou que vai estudar uma forma de incentivar empresas financiadas a ajudas o Disque Cidadania LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros). O serviço telefônico gratuito, que antes atendia 24 horas, agora funciona entre às 10h e 20h.

Funcionando precariamente no Rio, em Niterói, na região metropolitana, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense  e em Friburgo e atendendo a Região do Lagos e a serra, os centros de referência sofrem com a falta de profissionais e horários reduzidos de atendimento. Técnicos dos quatro centros de referência estão com três meses de salários atrasados.

“Temos um programa maravilhoso, considerado referência pela União Europeia, pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, por vários órgãos. Precisamos continuar com esse nível de excelência, não podemos perdê-lo”, disse a ativista Alessandra Ramos Makkeda. Ela também cobrou políticas para colocar transexuais no mercado de trabalho e o monitoramento de leis contra a discriminação.

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