Rio registra aumento de casos de coqueluche, dengue e ISTs
Doença respiratória que havia sido debelada em 2021 retornou, e o mosquito foi o vilão com aumento superior a 300% nas transmissões

Uma retrospectiva com fatos que nem todos querem recordar, mas importante no que diz respeito à saúde no Rio, e à prevenção de doenças e epidemias. Além do alto número de casos de dengue, em 2024, a coqueluche retornou como não se via desde 2021, e cresceu também a quantidade de casos de infecções sexualmente transmissíveis e doenças respiratórias.
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Os mosquitos foram um dos principais vilões no ano, segundo levatamento da TV Globo, e houve mais de 110 mil registros (110.940) de dengue na cidade do Rio, com 21 óbitos. O aumento foi de 383% em relação ao ano passado. Os casos de chikungunya registraram alta de 40%, segundo o observatório Epidemiológico da Cidade do Rio.
A região de Guaratiba tem a maior incidência de dengue, e o aumento da temperatura com chuvas é um dos fatores para a proliferação do mosquito aedes egypt. O secretário municipal de Saúde do Rio, Daniel Soranz, diz que quer vacinar toda a população da região, assim como os moradores do Rio de 10 a 14 anos.
Outros dados do Observatório Epidemiológico da cidade revelam também o crescimento preocupante dos casos de coqueluche, doença respiratória causada por bactéria. Foram 232 casos, recorde desde o início da série histórica. Houve alta também do número de casos de hepatites virais (21,96%) e meningite (3,49%).
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O crescimento do número de infecções sexualmente transmissíveis também preocupa. Este ano foram registrados mais de 14 mil casos de sífilis, um aumento de quase 10% em relação ao ano passado. E a incidência de novos casos de Aids continua alta no município: 2.646 casos, uma alta de 9,61%. “A gente reforça a importância de se testar, de se vacinar pra hepatite b e também fazer sexo seguro, utilizar camisinha”, diz Daniel Soranz.