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Rio Ônibus acusa Prefeitura de destruir empresas de transporte

Briga pelo aumento da tarifa e liberação de vans e kombis são os principais motivos

Por Redação VEJA RIO - 9 jun 2017, 12h50

A briga entre a Prefeitura e a Rio Ônibus está longe de acabar. Nesta sexta (9), o sindicato das empresas de ônibus divulgou um anúncio questionando o posicionamento do governo de Marcelo Crivella (PRB) que estaria prejudicando tanto a população carioca quanto os motoristas e cobradores. Segundo o texto publicado em alguns jornais, sete empresas já fecharam, outras 11 estão perto de encerrar as atividades e 3 mil rodoviários perderam seus empregos. “O sistema de transporte público do Rio está em colapso. Esta omissão da Prefeitura vai levar à paralisação de todo o sistema destruindo empresas que são responsáveis pelo transporte de mais de 3 milhões de passageiros por dia”, alega.

O imbróglio dura semanas. No dia 1º de junho, o Tribunal de Justiça revogou a liminar que concedia o reajuste das passagens de ônibus. A decisão do desembargador Edson Aguiar de Vasconcelos, da 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio, impediu o aumento de R$ 3,80 para R$ 3,95. Para a Rio Ônibus, este congelamento impede que a frota se renove com veículos com ar-condicionado. “Neste ponto, a prefeitura deixa de cumprir uma decisão judicial que determinou a climatização de todos os veículos. Conceder o reajuste não é um favor, é uma obrigação contratual”, cobra o anúncio.

Além disso, a Rio Ônibus se revolta com a decisão da Prefeitura de liberar a circulação de vans e kombis como meio de transporte pela cidade. De acordo com o sindicato, muitos destes veículos operam ilegalmente e prejudicam diretamente o principal projeto de mobilidade urbana da cidade. “O estímulo equivocado ao transporte alternativo também está destruindo o sistema BRT pondo em risco a viabilidade de um modelo de transporte aprovado pela população”, reclama.

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