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Rio lança projeto de acolhimento de gestantes portadoras do vírus Zika

O programa prevê o oferecimento de ultrassonografias e ressonâncias para indicar a possibilidade de uma malformação do feto

Por Agência Brasil
Atualizado em 5 dez 2016, 11h28 - Publicado em 29 fev 2016, 14h24

O governo do Rio de Janeiro, através da Secretaria de Saúde, lançou nesta segunda (29) o primeiro projeto do país voltado para o acolhimento de crianças com microcefalia e gestantes portadoras do vírus Zika. O programa prevê, ainda, o oferecimento de ultrassonografias e ressonâncias para indicar a possibilidade de uma malformação do feto.

O projeto foi elaborado pela equipe médica do Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer (IEC) e contará com a participação das secretarias e prefeituras de cada município que apresentarem casos da doença em recém-nascidos ou gestantes.

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O secretário estadual de Saúde, Luiz Antonio Teixeira Júnior, classificou o projeto como inovador e referência na área, não somente para o Brasil como para o mundo. Segundo ele, uma rede de atendimento, que já está montada, estará atenta para todos os casos que surgirem visando realizar o contato com a gestante o mais rápido possível.

“Assim que a mãe apresentar os sintomas do vírus Zika e for diagnosticada com a doença, nós entraremos em contato através de uma rede de atendimento de busca ativa, que a secretaria já montou, para oferecermos uma ultrassonografia gratuita no Rio Imagem. Caso o feto seja diagnosticado com microcefalia, a mãe será encaminhada ao Instituto Estadual do Cérebro, onde realizará uma ressonância magnética que possibilitará uma precisão maior da condição do filho”, explicou.

Sem radiação

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O diretor-médico do IEC, Paulo Niemeyer Filho, lembrou que o fato de a unidade oferecer a ressonância é pela maior precisão que ela oferece, além de não usar radiação, o que é melhor para o bebê. Niemeyer revelou que, em um mês, 50 crianças deverão ser atendidas, com 10 consultas para cada uma. “Nós já temos 50 gestantes esperando o atendimento para seus filhos. A partir de amanhã (1o) já começaremos com as ressonâncias. Nossa equipe é bastante qualificada e todo conhecimento que for adquirido nesse processo será usado no estudo da doença, o que será benéfico também para os nossos funcionários”.

Nos casos em que a criança, no decorrer de sua vida, reapresente necessidade de tratamento, o instituto a receberá para os devidos cuidados, disse Niemeyer Filho. “A gente sabe que, ao longo do seu crescimento, alguns portadores de microcefalia apresentam quadro de epilepsia e necessitam de um tratamento para a reabilitação. A ideia inicial é avaliar a necessidade de cada criança, é claro, mas estamos de portas abertas caso haja necessidade de uma nova visita por parte deles”, garantiu.

Como a incidência de Síndrome de Guillain-Barré (SGB) aumentou em cerca de cinco vezes no estado do Rio de Janeiro depois que o vírus Zika começou a circular no país, o secretario Luiz Antonio Teixeira Junior adiantou que o estado já está providenciando uma rede de atendimento também para a doença.

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“Estamos ainda em fase de montagem desse protocolo de atendimento aos portadores da Síndrome de Guillain-Barré. O Ministério da Saúde deve estar junto com a gente nesse projeto e em cerca de 10 dias, devemos ter algo concreto para apresentar”. A SGB é uma reação autoimune do organismo que afeta os nervos periféricos e pode apresentar diferentes graus de manifestação, apresentando desde leve fraqueza muscular em alguns pacientes ao quadro raro de paralisia total dos braços e pernas.

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