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Rio amplia oferta de leitos para pacientes com a covid-19

Hospitais de campanha não serão reativados

Por Agência Brasil 20 nov 2020, 10h41

Com a alta recente na taxa de ocupação de leitos para pacientes com a covid-19 no Sistema Único de Saúde (SUS), a Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro anunciou a abertura de mais leitos clínicos e de terapia intensiva, e determinou que todos os leitos destinados ao tratamento da covid-19, que estejam livres, devem estar prontos para serem utilizados. Mais 83 leitos devem ser disponibilizados em cinco hospitais da rede estadual.

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Os hospitais de campanha, administrados pelo estado, tiveram sua reativação descartada pela secretaria. Segundo a secretaria, as unidades temporárias já foram desmobilizadas, e o material usado nos hospitais foi removido para a Central de Armazenamento de Materiais relacionados à covid-19. Entre os itens, há medicamentos e mobiliários, incluindo 120 respiradores.

A previsão da secretaria é que esses materiais sejam distribuídos para outras unidades de saúde, conforme planejamento que será feito com a Fundação Estadual de Saúde e a Subsecretaria de Regulação e Unidades Próprias da Secretaria de Estado de Saúde. O cronograma dessa distribuição será apresentado na próxima semana, segundo a SES.

Dos 83 leitos disponibilizados para unidades estaduais, 42 são no Hospital Municipal São José, em Duque de Caxias; 25 no Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE); 12 no Instituto Nacional de Infectologia (INI); três no Hospital Estadual Carlos Chagas (HECC); um no Hospital Estadual Anchieta (HEAN).

Prefeitura

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do Rio de Janeiro aumentou de 251 para 271 o número de leitos de UTI para pacientes com a covid-19. Nesta quarta (18), 250 pacientes graves estavam internados. Ao todo, há 901 leitos municipais para a covid-19, nos quais há 552 pessoas internadas.

Há ainda 34 pessoas com a covid-19 em processo de transferência para UTIs públicas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

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A secretaria disse que não há fila de espera e que “o número de leitos especializados na rede é maior do que a demanda por internações para tratamento da doença”.

Se consideradas as redes estadual, municipal e federal, há 903 pessoas em leitos para a covid-19 na capital, sendo 421 em UTIs. Esses números indicam que a ocupação dos leitos de UTI para covid-19 no SUS chegou a 81% na capital. Quando levados em conta apenas os leitos municipais, a ocupação é de 92%.

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No início do mês, havia 729 pessoas internadas com a covid-19 em unidades do SUS na capital fluminense, sendo 378 em UTIs. Desse último grupo, 208 estavam em leitos municipais.

Mortes

Outro indicador em alta no estado é a média móvel de mortes por covid-19 nos últimos sete dias, que passou de 100 óbitos nesta última quarta (18), pela primeira vez desde 21 de setembro, segundo painel de monitoramento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A média móvel de mortes é um indicador considerado importante por pesquisadores para avaliar a tendência da pandemia com menor interferência das oscilações diárias. O cálculo consiste em somar as mortes registradas nas últimas 24 horas com as dos seis dias anteriores e dividir o resultado por sete.

A média móvel iniciou novembro em queda e chegou a 30,14 mortes por dia em 11 de novembro. Desde então, houve uma alta acentuada, chegando nesta quarta (18) a uma média móvel de 104 mortes.

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