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Rio ainda padece com a alta média de vítimas no trânsito

Em meio a um processo radical de transformação do seu sistema de transporte público, cidade ainda sofre com acidentes como o ocorrido com um ônibus na Linha Amarela, no último dia 13

Por Pedro Tinoco Atualizado em 5 dez 2016, 11h36 - Publicado em 19 dez 2015, 00h00

Em um futuro não muito distante, mas já vislumbrado na propaganda oficial, o carioca vai deslizar sobre os trilhos do VLT, atravessar a cidade nos quatro corredores expressos do BRT e viajar da Barra para o Centro em vagões refrigerados do metrô. A reordenação do atual emaranhado de linhas de coletivos que atravanca a cidade também vai de vento em popa. No presente, a realidade do transporte urbano ainda é sacudida por acidentes como o do último dia 13: em uma manhã de domingo, um ônibus da linha 348 (Riocentro-Castelo), da Viação Redentor, chocou-se contra a parede de um túnel na Linha Amarela, provocando a morte de cinco passageiros e ferimentos em outros 35. As causas do desastre são investigadas pela Polícia Civil, mas a desobediência à legislação mais básica explica a média aterradora de 42,5 mortes no trânsito carioca registradas por mês entre janeiro e setembro deste ano, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP). Os números são assustadores, mas menores que os de 2014. A leve redução indica que a regulamentação de segurança — a Lei Seca e a obrigatoriedade de uso do cinto, por exemplo — e a educação e qualificação de motoristas, profissionais ou não, são o melhor caminho para tirar o Brasil da posição de país com mais mortes no trânsito por habitante em toda a América do Sul. Uma medida simples implantada em Paris, o limite de 50 quilômetros por hora em toda a capital francesa, já foi replicada em vias da nossa vizinha São Paulo, com bons resultados. Fica a dica.

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