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Real Gabinete recebe dente de escritor e poeta

Dente foi parar na coleção depois de atormentar o autor de Amor de Perdição até ser finalmente extraído em uma intervenção radical

Por Rafael Sento Sé - 6 Maio 2017, 00h01
Alexandre Macieira/Riotur/Divulgação

Em meio a edições raras de Os Lusíadas e outros tomos seculares, repousa no Real Gabinete Português de Leitura, numa vitrine na sala da diretoria, um dos mais exóticos itens de seu acervo. Medindo menos de 2 centímetros, a relíquia ganhou um artigo inteiro dedicado a ela em uma edição da publicação Relações Luso-Brasileiras. Trata-se do dente do escritor e poeta arcadista Camilo Castelo Branco (1825-1890), que foi parar na coleção depois de atormentar o autor de Amor de Perdição até ser finalmente extraído em uma intervenção radical. O incisivo chegou ao Real Gabinete doado por um amigo do escritor juntamente com uma coleção (chamada de “camiliana”), formada por inúmeros livros, cartas e documentos pertencentes ao escritor.

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