Continua após publicidade

Prefeitura assinou contratos de R$ 47 milhões com ONG ligada a Brazão

Dados são do Portal da Transparência; instituição é investigada por desvio de verbas do Governo Federal

Por Da Redação
Atualizado em 15 jun 2024, 12h02 - Publicado em 14 jun 2024, 19h06

Poucos dias após a prisão de Domingos e Chiquinho Brazão, suspeitos de serem mandantes da morte da vereadora Marielle Franco, o município renovou um contrato entre o Instituto Nacional de Desenvolvimento Humano (INADH) e a Secretaria de Assistência Social, no valor superior a R$ 1,2 milhão. Menos de um mês antes, no dia 30 de abril, a organização social firmou um novo acordo com a poder público municipal, por 24 meses, pelo valor de R$ 16 milhões. De acordo com o Portal da Transparência da Prefeitura do Rio, entre 2019 e 2023, o município assinou contratos que somam cerca de R$ 47 milhões com o instituto, já investigado pela Controladoria Geral da União (CGU) por suspeita de desvio de verbas do Governo Federal que podem ter passado dos R$ 2 milhões.

+ Caso Marielle: os próximos passos da investigação após prisão de mandantes

Segundo informações do RJ-TV 2, da TV Globo, o INADH também era investigado pela CGU por suspeita de usar laranjas. O instituto subcontratou com dinheiro público uma outra empresa, a Globo Soluções Tecnológicas, cuja presidente não sabia que ocupava um cargo mais importante da instituição. O telejornal mostrou que, apesar de ser representante de uma empresa que fechou um contrato de R$ 650 mil com o Governo do Estado, Sara mora em uma casa humilde e é beneficiária do auxílio emergencial, pago para famílias com renda per capita baixa.

+ Caso Marielle: PGR denuncia irmãos Brazão, Rivaldo, ex-assessor e PM

Em um dos contratos assinado com a Prefeitura do Rio, a INADH recebeu o direito de contratar funcionários para o abrigo do município Rio Acolhedor, em Paciência, na Zona Oeste. No local, a equipe de reportagem colheu depoimentos que dão conta de que ali falta água limpa para beber nem funcionários suficientes, e até as doações que chegam para os moradores são desviadas. O instituto é presidido por Silvio Gomes dos Anjos, que recebeu R$ 4,2 mil de auxílio emergencial do governo na pandemia. Ele é irmão de Diego Gomes dos Anjos, que se intitula CEO do instituto. Em fotos que circulam na internet, Diego aparece em eventos do INADH ao lado de Chiquinho e do irmão, o deputado estadual Pedro Brazão.

Continua após a publicidade

+ Para receber VEJA RIO em casa, clique aqui

Ainda de acordo com a TV Globo, assim como a ONG Contato, que tem ligação com a família Brazão e está na mira do Ministério Público, do Tribunal de Contas do Estado e da Polícia Federal, o INADH também teria recebido quase R$ 5 milhões em recursos públicos liberados por meio de emendas parlamentares do deputado federal Chiquinho Brazão entre 2020 e 2022. Em nota, a Contato informou, no entanto, que jamais executou qualquer emenda de Brazão. “O que aconteceu foi uma indicação parlamentar, cujo plano de trabalho sequer foi feito”, explica o comunicado. A ONG informa ainda que abriu mão da indicação.

Publicidade

Essa é uma matéria fechada para assinantes.
Se você já é assinante clique aqui para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Domine o fato. Confie na fonte.
10 grandes marcas em uma única assinatura digital
Impressa + Digital no App
Impressa + Digital
Impressa + Digital no App

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.

Assinando Veja você recebe mensalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Para assinantes da cidade de Rio de Janeiro

a partir de 49,90/mês

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.