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Abricó: praia de naturismo deve ganhar policiamento no verão

Projeto de Lei será votado em regime de urgência nesta quinta (10); em 2015, Flávio Bolsonaro relacionou o pedido a fetiche de nudistas por fardas militares

Por Cleo Guimarães 10 dez 2020, 12h33

O Assembleia Legislativa do Rio vota hoje, em regime de urgência, um projeto de lei que determina a permanência de policiais nas praias de naturismo de todo o estado. O reforço na segurança e a sinalização da área no entorno da Praia do Abricó, a única exclusiva para a prática do naturismo na cidade, é uma antiga reivindicação de seus frequentadores. “Os naturistas não fazem mal a ninguém, eles são adeptos de uma filosofia de vida respeitada em todo o mundo e só querem ficar peladões, em contato com a natureza. E para isso eles precisam de segurança, sem machismo e sem desrespeito”, disse a VEJA RIO o deputado Carlos Minc.

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Ele é o autor do projeto de lei, apresentado pela primeira vez em 2015, quando saiu de pauta depois de uma polêmica: o então deputado Flávio Bolsonaro relacionou o pedido de mais policiamento nestas áreas a um fetiche dos naturistas por militares fardados. “Qual o sentido de se destacar policiais para a Praia do Abricó? É a farda? Querem a presença da farda?”, disse, à época, o filho do presidente Jair Bolsonaro.

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Naturistas ajudaram o deputado a elaborar o pedido e alegam que sofrem assédio, além de serem alvo de voyeurs. “O naturismo só incomoda mentes perturbadas com a do Flávio Bolsonaro. O cara vê maldade em tudo, é impressionante. Só Freud explica”, diz Minc.

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