Como é o plano do governo para evitar desastres causados pela chuva
Obras de micro e macro drenagem pluvial, contenção de encostas e reurbanização de diversos municípios estão incluídos no plano

O governo do estado vai investir 8 bilhões de reais em um Plano de Contingência para Chuvas. O anúncio foi feito nesta quarta (15), por Cláudio Castro.
O projeto envolve diversas secretarias e órgãos estaduais, além de concessionárias de gás, energia e água, definindo responsabilidades e ações prevenir e mitigar os desastres causados pelas fortes tempestades de verão.
Obras de micro e macro drenagem pluvial, contenção de encostas e reurbanização são de responsabilidade das secretarias de Infraestrutura e Obras Públicas e das Cidades, com aproximadamente 4 bilhões de reais para realizar as ações de prevenção.
Já a Secretaria do Ambiente e Sustentabilidade planeja a limpeza de 800 rios, em 88 municípios, mediante orçamento de 2,7 bilhões.
As secretarias de Planejamento e Gestão, Defesa Civil e Ambiente, por exemplo, dividem o Comitê Permanente de Chuvas, que tem entre as atribuições compartilhar com os municípios os planejamentos de contingência, além de mapear os projetos e investimentos realizados.
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“O plano foi atualizado e ampliado para que possamos responder mais rapidamente. Dividimos as responsabilidades e criamos um fluxo para a contingência, com níveis de atribuições. Hoje, temos uma estrutura construída e pensada para que o tempo de resposta do Estado, para qualquer região que apresente problemas, seja o menor possível”, afirmou o secretário do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.
Um bilhão de reais foi destinado à A Defesa Civil, que vai definir e executar as ações de prevenção a desastres. Entre as medidas, está o treinamento e capacitação de bombeiros especialistas e agentes municipais de Defesa Civil. Novas viaturas foram incorporadas à frota e cães de busca e resgate chegaram ao órgão.
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Prevista no planejamento do governo, a Operação Pluvian, do Corpo de Bombeiros, já conta com reforço de 40% do efetivo para atendimento às ocorrências relacionadas às chuvas. Até abril de 2025, cerca de 1 500 bombeiros vão passar a atuar no estado, incluindo 400 militares especializados em salvamento em desastres.
Houve também investimento em tecnologia, com a aquisição de dois novos drones com megafone para avisos sonoros, farol de busca com precisão de 900 metros, câmera térmica e capacidade de voo em condições adversas.
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De acordo com o plano, o Centro Estadual de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden-RJ) ampliou os protocolos de alerta, incluindo categorias como ondas de calor, rajadas de vento, secas e baixa umidade. Os avisos serão enviados em tempo real para celulares cadastrados por meio de SMS para o número 40199 com o CEP de interesse. No ano passado, cerca de 1,6 milhão de pessoas se cadastraram no serviço.
Petrópolis, na Serra fluminense, que em fevereiro de 2022 foi assolada por uma forte chuva que deixou mais de 230 mortos, terá um gabinete regional criado para otimizar resposta aos desastres naturais na região.