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Pezão diz que Rio só tem dinheiro para pagar 7 meses da folha em 2017

Ele ainda afirmou que em 2017 e 2018 o rombo nas contas públicas estaduais será de R$ 52 bilhões

Por Agência Estado
Atualizado em 5 dez 2016, 10h57 - Publicado em 8 nov 2016, 12h26

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, afirmou em entrevista à Rádio Estadão, nesta terça (8), que, no momento, só tem dinheiro em caixa para pagar sete dos 13 meses de folha salarial em 2017.

Segundo ele, se o pacote de austeridade do governo estadual, proposto na semana passada, não for aprovado pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e o Estado não contar com receitas extraordinárias, o máximo que o governo conseguiria pagar seriam sete meses de folha.

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“Claro que a gente torce para a economia melhorar, mas não podemos contar com isso e temos que ter medidas que olhem para o futuro e para as dificuldades que teremos”.

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Pezão afirmou que em 2017 e 2018 o rombo nas contas públicas estaduais será de R$ 52 bilhões. Se as medidas de ajuste forem aprovadas, a estimativa do governo é que haja uma economia de R$ 28 bilhões. Dessa forma, ainda faltariam R$ 24 bilhões.

“Em 2017 e 2018, vamos correr atrás desse valor de R$ 24 bilhões com venda da dívida ativa, venda da folha de pagamento, antecipação dos royalties de petróleo. Mas sem as medidas de ajuste fica impossível equilibrar as contas”, disse.

O governador do Rio ainda disse que o aumento da contribuição previdenciária é uma medida comum em fundos de previdência quando há déficit. “Quando há déficit, todos são chamados para colaborar”.

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Ainda segundo Pezão, a previdência do funcionalismo é muito diferente do regime geral do INSS. “O Estado não tem como arcar com o salário de R$ 21 mil reais dos coronéis da Polícia Militar ou dos Bombeiros que se aposentam com 48, 49 anos, senão vai faltar dinheiro para saúde, educação, para o salário dos ativos”.

Segundo Pezão, ele se arrepende de não começar essa discussão sobre o ajuste fiscal há um ano e meio. “Me penitencio por isso.”

Ele ainda completou que o País está fadado à falência se não discutir a reforma da Previdência. Pezão comentou que 21 Estados têm déficits na previdência muito maiores que as dívidas que têm com a União. “Sem reforma da Previdência, não adianta PEC do Teto, não adianta nada, vamos virar gestores de folha de pagamento”, adicionou.

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