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Pesquisadores investigam morte de botos-cinza na Baía de Sepetiba

Em 17 dias, foram encontrados 88 animais sem vida na região, que concentra a a maior população da espécie; causas ainda são desconhecidas

Por Redação VEJA RIO - 3 jan 2018, 20h55
A morte em massa dos animais tem preocupado pesquisadores da espécie Instituto Boto Cinza/ Reprodução/Facebook

Pesquisadores estão em alerta com a morte em massa de botos-cinza na Baía de Sepetiba. Nos últimos dezessete dias, foram registrados 88 casos no local, que concentra a maior população do planeta da espécie, ameaçada de extinção. O número equivale a mais de 10% da população total. Diariamente, cerca de cinco carcaças são recolhidas das águas com lesões na pele. Biólogos do Instituto Boto Cinza, criado em 2009 para ajudar na preservação dos animais, ainda não sabem as causas das mortes – exames estão sendo realizados em laboratórios especializados, mas entre as hipóteses levantadas pelos cientistas estão poluição, desequilíbrio no pH ou alguma enfermidade.

A pesca predatória e o avanço industrial e portuário no entorno da baía eram os principais motivos de mortandade na região, mas observa-se uma mudança no padrão, o que levanta a suspeita de uma causa distinta: até então os adultos machos eram as principais vítimas, mas os casos recentes registram um aumento no número de filhotes e fêmeas.

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