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Patrícia Pillar desabafa em festival: “O Rio entristeceu”

Atriz comentou sobre a atual situação política e cultural do Rio - e do país - durante o Festival do Rio

Por Redação VEJA RIO - Atualizado em 13 out 2017, 12h06 - Publicado em 13 out 2017, 12h02

Na noite desta quinta (12), Patrícia Pillar passou pelo tapete vermelho do Festival do Rio, no Cinépolis Lagoon, para lançar o filme Unicórnio. A atriz aproveitou a ocasião e fez um desabafo sobre a atual situação política e cultural do Rio e do país. “Quando a gente não vê mais a Prefeitura apoiando um evento de cinema desse porte, quando a gente vê a Prefeitura virando as costas para o Carnaval, torcendo o nariz para a Parada Gay, vemos que o Rio de Janeiro está perdendo o protagonismo cultural que ele sempre teve. Estão querendo castrar a nossa alegria. A cidade entristeceu”, disparou. E seguiu: “Acredito que a gente tem a função de tentar trazer de volta a alegria que faz parte da nossa identidade, do nosso jeito de ser. Acredito que a cultura tem essa função apesar de a Prefeitura e o Estado não reconhecerem isso. Nós estamos fazendo a nossa parte e assim será! Viva o cinema e viva a nossa cultura”.

A artista também se posicionou a respeito da censura às artes: “Isso é um movimento que, na verdade, mira o poder. Gosto muito de uma frase: ‘O moralismo está a serviço de tudo, menos da moralidade’. Então, não acredito na defesa da moralidade. Isso é um boi de piranha para entrar o que há de pior na nossa política. Esse momento é retrato do que de pior há. E essas mesmas pessoas querem se perpetuar no poder e sou absolutamente contra tudo isso”.

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