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Passista anã da Viradouro é vítima de preconceito na Tijuca

Vendedora se recusou a atender Viviane Assis, de 28 anos, que filmou o constrangimento e transmitiu online

Por Redação VEJA RIO - 20 dez 2017, 15h34

Nesta terça-feira (19), Viviane Assis, passista anã da Viradouro, foi discriminada enquanto fazia compras em uma galeria da Tijuca, na Zona Norte do Rio. Assim que entrou na loja, uma vendedora negou-se a atendê-la. 

— Ela ficou dizendo para o dono: “Não deixa ela vir pra cá”. Depois, falou: “Tira esse troço daqui, eu não vou atender”. Tudo com ar de deboche, como se quisesse aparecer para os outros. Eu fiquei muito envergonhada — conta Viviane.

Revoltada, Viviane iniciou uma transmissão ao vivo no Facebook denunciando o ocorrido. O vídeo, em que a acusada chega a aparecer, tem quase cem mil visualizações e mais de 700 compartilhamentos. Veja:

[facebook url=”https://www.facebook.com/viviane.deassis.71/videos/1635118699899272/” /]

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A passista se dirigiu rapidamente à 19ª DP (Tijuca) para registrar queixa pelo crime de preconceito. A pena prevista na lei, em caso de condenação, é de um a três anos de prisão.

Logo após o ocorrido, os responsáveis pela loja procuraram Viviane, se desculparam e afirmaram que a funcionária foi demitida assim que souberam do fato. Segundo a vendedora, o motivo de sua ação foi “nervosismo” por conta de uma fobia que seria atestada por laudo médico.

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