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Operação prende traficantes e policiais no Rio

Dois policiais militares também foram presos em flagrante, e 13 pessoas que tiveram mandado emitido já estavam presas

Por Agência Brasil Atualizado em 6 jul 2017, 14h50 - Publicado em 6 jul 2017, 14h41

Uma operação contra o crime organizado na Baixada Fluminense cumpriu nesta quinta (7) cinco mandados de prisão contra traficantes e prendeu outros três em flagrante. Dois policiais militares também foram presos em flagrante, e 13 pessoas que tiveram mandado emitido já estavam presas.

A operação ocorreu em parceria da Polícia Militar com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e foi batizada de Estado Paralelo, pelo domínio territorial que a quadrilha exercia na comunidade de Guandu, vizinha ao Arco Metropolitano. Os criminosos presos são das facções Comando Vermelho e Amigos dos Amigos, que disputavam o controle da região de forma violenta, com crimes como extorsão, roubo de carga e homicídios, além do próprio tráfico de drogas. Ao todo, foram emitidos 31 mandados de prisão preventiva.

Com interceptações telefônicas, os investigadores conseguiram constatar que ao menos dois chefes da quadrilha davam ordens aos criminosos de dentro de presídios. Nas ligações, a PM e o MP também identificaram menções a policiais militares que recebiam propina para garantir a continuidade do tráfico na comunidade.

Entre os 131 mandados de busca e apreensão, 17 foram cumpridos contra policiais, e dois deles foram presos em flagrante. Um dos militares estava com um colete balístico irregular em casa, e outro foi flagrado com uma arma que pertencia à Polícia Rodoviária Federal.

Segundo a Inteligência da PM, a disputa das quadrilhas pela região, que ainda conserva características rurais, começou nos últimos dois anos, com a expansão de traficantes do Complexo da Pedreira, na zona norte da capital, para o interior.

Pela ligação dos traficantes com aliados de outras comunidades, foram cumpridos mandados em favelas como o Complexo da Maré e a Chatuba.

A promotora de Justiça Angélica Glioche, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), destacou que os criminosos impunham terror aos moradores da região ostentando armas. O uso de armamentos poderá permitir o agravamento da pena de associação para o tráfico, assim como a corrupção de dois menores de idade que integravam a quadrilha e a atuação de integrantes de dentro dos presídios.

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Sobre a suposta participação de policiais, a promotora disse que o assunto poderá ser mais bem apurado agora que foram apreendidos telefones e anotações na casa dos agentes públicos investigados.

Coordenador de Inteligência da Polícia Militar, o coronel Antônio Goulart, destacou que a operação tenta restaurar a tranquilidade dos moradores da região. “O Guandu é uma comunidade da Baixada que tem um aspecto rural e vem sofrendo com a mobilização de traficantes usando armamentos de guerra, que são oriundos principalmente do Complexo da Pedreira. Isso tem tirado a tranquilidade dos moradores, e muitos estão vendendo imóveis”, disse o coronel, que considerou que são importantes os pedidos de prisão contra os criminosos que já estavam presos, porque alguns já estavam perto de deixar as unidades prisionais.

Mudanças em operações

A determinação divulgada ontem pelo secretário estadual de Segurança Pública, Roberto Sá, de que os procedimentos em operações policiais deveriam ser revistos teve reflexos na operação de hoje.

Segundo o coordenador de inteligência da PM, o cumprimento de mandados no Morro dos Prazeres, na Mangueira e Vila Cruzeiro foi adiado pela possibilidade de o “dano colateral” da operação ser maior do que o benefício do cumprimento dos mandados.

O coronel disse que a opção se deu porque a nova diretriz começou a vigorar no mesmo dia em que a operação foi deflagrada. “Acredito que outras medidas mais efetivas serão adotadas para a gente alinhar com as diretrizes da nossa secretaria”, disse Goulart. Ele destacou o fato de que, apesar de ter havido resistência, não houve moradores ou policiais feridos.

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