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Número de agressões à população LGBT em 2018 supera total de 2017

Foram 30 casos entre janeiro e março de 2018, contra 27 durante todo ano passado

Por Redação VEJA RIO - 17 Maio 2018, 18h03
A estudante Matheusa Passareli Simões Vieira, assassinada em favela do Rio de Janeiro Facebook/Reprodução

A Coordenadoria Especial de Diversidade Social da cidade do Rio registrou 30 denúncias de agressão física entre janeiro e março de 2018. O número é maior que as 27 ocorrências verificadas durante todo o ano passado.

O caso da trans Vitória, de 21 anos, é um dos mais graves entre aqueles registrados. Em 23 de abril, 10 policiais da UPP Babilônia e Chapéu Mangueira acusaram a jovem de ser traficante quando ela descia a ladeira Ary Barroso. Na ocasião, cinco integrantes do grupo cortaram o cabelo da pernambucana com uma faca.

Celebrado nesta quinta, o Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia foi criado para que esse e outros episódios se tornem cada vez menos comuns. Entre as atividades programadas em função da data, está um tributo à vereadora Marielle Franco e à universitária Matheusa Passareli. Morta em março, a parlamentar era bissexual. Já a estudante assassinada em Piedade no último dia 29 era trans.

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