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Coronavírus: multas por falta de máscara na rua são raridade no Rio

Levantamento mostra que Vigilância Sanitária autuou, em média, duas pessoas por dia entre 15 de maio e 15 de junho

Por Cleo Guimarães - 23 jun 2020, 16h00

Recusar-se a usar máscara de proteção em espaços públicos de Brasília pode resultar em multas de R$ 2 000 ao presidente Jair Bolsonaro, como determinou nesta terça-feira o juiz Renato Borelli, da Justiça Federal do Distrito Federal. No Rio, cariocas que descumprem a lei e saem às ruas sem o acessório têm de pagar R$ 107 – isso quando é feita a autuação, prevista em decreto municipal.

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Desde que passou a ter o poder de fiscalizar quem fosse flagrado sem a proteção, no dia 5 de junho (até então era uma atribuição específica da Vigilância Sanitária), a Guarda Municipal multou 202 pessoas por este motivo, sendo 142 nas ruas e em vias públicas e 60 em estabelecimentos comerciais. Isso dá uma média de 11 multas por dia em toda a cidade.

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É pouco, mas ainda é mais do que as infrações impostas pela Vigilância Sanitária entre os dias 15 de maio e 15 de junho: em um mês, foram aplicadas 71 multas (média de duas por dia) pelo descumprimento da obrigatoriedade no uso das máscaras, como forma de combate à contaminação pela Covid-19. “É ridículo este número”, diz o sanitarista e ex-ministro da Saúde José Temporão. “Dei uma volta de carro na Lagoa e vi pelo menos umas dez pessoas sem máscara”. Para o médico, pelo menos 80% dos cariocas aderiram à proteção, mas as autoridades estão “fazendo vista grossa” para essa minoria que ainda se recusa a usar o acessório.

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