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Mulheres são vítimas mais frequentes de superendividamento no Rio

Em estudo da Defensoria Pública fluminense, elas representaram 66% dos casos analisados

Por Redação VEJA RIO - 5 jul 2018, 13h09
Divulgação/Divulgação

O superendividamento atinge mais homens do que mulheres no estado do Rio. O dado consta em um estudo divulgado pela Defensoria Pública fluminense nesta quinta (05).

O levantamento do órgão estadual analisou 95 casos que foram objeto de audiências de conciliação em 2017. Neste universo, as mulheres representaram 66% do total, contra 34% de homens. O valor médio das dívidas foi de R$ 56,2 mil e, em média, os participantes tinham comprometidos 90% de sua renda mensal com a dívida. Crédito consignado (42%) e cartão de crédito (18%) foram as principais razões de endividamento e instituições como Itaú (23%), Bradesco (18%) e Banco do Brasil (10%) foram algumas das que apresentaram maior número de credores.

Destacou-se na análise o grande número de pessoas com mais de 55 anos entre os endividados (64,13%) e a presença considerável de funcionários públicos (55, 37 deles aposentados). Entre as possíveis razões para o fenômeno, está a crise financeira fluminense, que atrasou o pagamento de servidores que já não trabalham mais e recebem pela previdência estadual.

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