Empresas descumprem acordo e motoristas de ônibus entram nas estatísticas

Mesmo com a redução da frota em circulação a 30% do total, categoria perdeu 31 profissionais para a Covid-19 e teve outros 135 contaminados até 21 de maio

Por Pedro Tinoco 5 jun 2020, 06h15 | Atualizado em 5 jun 2020, 18h03
ônibus
Ônibus: (Leo Lemos/Veja Rio)
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A ameaça a profissionais da saúde em tempos de pandemia se revela de forma clara no assombroso número de vítimas entre médicos e enfermeiros. Há, no entanto, outras atividades que colocam as pessoas em grande risco, e os motoristas de ônibus fazem parte dessa lista. Até 21 de maio, mesmo com a redução da frota em circulação a 30% do seu efetivo total, a categoria perdeu 31 profissionais para a Covid-19 e teve outros 135 contaminados.

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No processo de adaptação aos desafios da pandemia, uma série de regras foi acertada entre os sindicatos dos rodoviários e dos donos de empresas e a prefeitura. “Sugerimos a instalação de uma proteção no lugar do motorista, mas a ideia não foi adiante.

O equipamento de proteção individual, como máscaras e luvas, ficou a cargo das empresas, mas umas cumprem o combinado, outras nem tanto. O álcool em gel é por conta do profissional mesmo”, explica Antonio Bustamante, dirigente do Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro, antes de lamentar as baixas na própria entidade: “Na nossa diretoria tivemos cinco doentes e um óbito”.

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