Nós testamos: a montanha russa
Esperamos 1h40 na fila para enfrentar a atração mais radical da Cidade do Rock, a montanha russa
Passar 1h40 na fila por apenas 1 minuto de emoção. Esse é o tempo médio de espera durante a tarde deste terceiro dia de Rock in Rio para quem quer despencar de 42 metros de altura da montanha-russa. O brinquedo é o mais radical do festival. Ao contrário de outras atrações, como a roda-gigante, mal dá tempo para contemplar a arena lotada de cima, ou o visual nos arredores.
Até o topo, a subida é feita de forma lenta, o que aumenta a expectativa. No curto espaço de tempo que se tem no alto dá para ver as gigantescas filas do lado de fora. Na descida, começam os gritos e a sucessão de curvas. A velocidade é altíssima, o que dá a impressão que você vai sair voando da cadeira a qualquer momento. Uma dica de quem acaba de voltar de lá: é bom tomar cuidado com os bolsos na hora do looping para que nada voa pelos ares.
A experiência foi forte até para os roqueiros mais durões nesse dia dedicado ao metal. Eles não contiveram os gritos a cada movimento brusco. A brincadeira vale a pena, mas pesa contra o tempo ser tão curto. Poderiam ser duas voltas no circuito, em vez de apenas uma.