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Mais de 46% dos passageiros do app 99 taxis já sofreram racismo

Pesquisa foi realizada pelo aplicativo com 10 600 passageiros. A maioria pede treinamento dos motoristas e termo de uso que protege contra racismo

Por Redação VEJA RIO - Atualizado em 5 dez 2016, 10h55 - Publicado em 17 nov 2016, 20h14

Mais de 46% dos usuários do aplicativo de mobilidade urbana 99 Taxis afirmaram ter sido vítimas de discriminação racial. O número é resultado de uma pesquisa realizada pela empresa. Dos 10 600 passageiros que responderam ao questionário, cerca de 49% se identificaram como pessoas com algum nível de afrodescendência. Dos 46% que usam transporte individual e podem ter sido vítimas de discriminação racial, 26%, segundo o levantamento, têm certeza que já foram alvo de algum tipo de preconceito racial (ao menos uma vez na vida) – 20% afirmaram não ter certeza e 53,4% disseram nunca ter sofrido com o problema. 

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Luana Génot, diretora do Instituto Identidades do Brasil, foi uma das vítimas. “Certa vez, eu estava em um táxi e o taxista olhou para mim e falou: ‘Nossa, você é tão bonita, negra, alta, só pode ser do samba’. Eu fiquei um pouco constrangida”, conta Luana. A mesma pesquisa aponta que quase 50% das pessoas que responderam o questionário, entre elas Luana, acham que a melhor saída para o problema é a conscientização dos motoristas, por meio de treinamento sobre a importância do combate à discriminação. Outros 28% optaram pela inclusão de um termo de tratamento igualitário de raça, religião e nacionalidade no contrato de uso do aplicativo pelos motoristas. Há ainda 14,2% dos entrevistados que entendem que nada deve ser feito, pois ações assim aumentam ainda mais o racismo.

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