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Luiz Carvalho está à frente dos projetos sociais do Rio Open

O lado social do evento apoia cinco iniciativas

Por Heloiza Gomes - 11 fev 2017, 09h00

Como diretor técnico do Rio Open, Luiz Carvalho é o responsável por montar e negociar o elenco de estrelas do maior torneio de tênis da América do Sul. Mas ainda lhe sobra tempo para coor­denar a frente social do evento — o que não é pouca coisa. “Apoiamos cinco projetos sociais: o Tênis Solidário, o Tênis para Todos (do Instituto Futuro Bom), o Tênis na Lagoa, a Escola Fabiano de Paula e o Instituto Arremessar. Durante o ano, fazemos acompanhamento e cedemos material”, explica o executivo, que também é tenista.

O ponto alto dos programas sociais acaba se revelando no próprio evento, que neste ano acontece a partir de segunda (20), no Jockey Club Brasileiro, na Gávea. Durante sete dias, além dos jogadores profissionais, 190 jovens assistidos pelos projetos sociais apoiados pela organização passarão pelo espaço. Sessenta deles vão trabalhar como boleiros, cuja função é pegar as bolas arremessadas nos jogos, e o restante terá a oportunidade de participar das clínicas de tênis, nas quais treinarão durante uma hora com jogadores profissionais. “Mas a grande novidade deste ano é o torneio Winners, que será disputado pelos integrantes de cada projeto, em seis categorias. Os vencedores ficarão uma semana na academia dirigida pelo técnico que revelou nomes como Andre Agassi e Maria Sharapova, nos Estados Unidos”, adianta Carvalho.

“O tênis dá disciplina, concentração, técnica,  e é individual, o que exige maior esforço mental para resolver os problemas”

Em uma seara como a do tênis, esporte ainda visto como elitista, o empenho de Carvalho e sua equipe tem sido reconhecido. Em janeiro, o Rio Open foi selecionado pela ATP Aces for Charity, programa de incentivo da Associação dos Profissionais de Tênis (ATP) — receberá 15 000 dólares para ser aplicados nos projetos. Apesar de todo o investimento, o diretor faz questão de deixar claro que as iniciativas visam não a criar campeões, e sim a formar cidadãos. “Queremos usar o esporte como ferramenta de inclusão social. O tênis dá disciplina, concentração, técnica, e é individual, o que exige maior esforço mental para resolver os problemas”, explica Carvalho. “O projeto, além de tirar as crianças das ruas, oferece a perspectiva de uma carreira ligada a esportes. Hoje eles são boleiros, mas amanhã podem ser professores ou até abrir uma academia”, conclui.

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