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José Mauricio Machline: “Ainda há muita música feita com emoção no Brasil”

Criador do Prêmio da Música Brasileira foi o convidado da live Cena Carioca, conduzida pela jornalista e colunista de Veja Rio Rita Fernandes

Por Bruna Motta Atualizado em 24 nov 2020, 17h31 - Publicado em 24 nov 2020, 10h20

O projeto Cena Carioca, série de lives conduzidas pela jornalista e colunista de Veja Rio Rita Fernandes no Instagram da publicação recebeu, nesta segunda (23), o produtor cultural e criador do Prêmio da Música Brasileira, José Mauricio Machline.

A conversa, é claro, foi sobre música e também acerca do impacto que as canções têm na vida das pessoas.

“No meu caso, a música me salva. De manhã, ao contrário de todo mundo que acorda e vai fazer xixi, eu começo a ouvir música”, contou o produtor.

Machline e Rita também conversaram sobre os novos nomes que estão surgindo no cenário artístico brasileiro. “Pernambuco tem tido uma cena musical especial”, afirmou José Maurício.

Confira abaixo alguns trechos da conversa. O vídeo completo está no final do texto.

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“A internet é um bicho muito estranho… Chamo assim porque são diversas facetas interessantes, inclusive bem perigosas. Mas tem a parte boa também. Passei quatro dias numa casa de praia sozinho e o que me trouxe um benefício enorme foi pesquisar música. Através da música é possível conhecer gostos, paladares e educação de um povo que você não tinha acesso. É mais um motivo formidável para consumir e viver música”.

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Pandemia

“No começo, fiquei muito assustado porque faço parte do grupo de risco: gordo, velho e diabético. A Covid-19 estava parecendo um bicho-papão. Oito meses se passaram e a gente vai aprendendo a viver essa nova vida. Procurei me ocupar, mas ando louco para fazer uma viagem”.

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Acaso Casa

“Foi um presente para mim o disco que marca o encontro entre Almério e Mariene de Castro. Não conhecia o pernambucano. No meu aniversário do ano passado, fizemos uma reunião de amigos e foi uma delícia. Veio muita gente, teve muita troca, cantoria com João Bosco, Hamilton de Holanda, Zélia Ducan… O Almério veio como um convidado de uma amiga. Quando ele começou a cantar, fiquei doido por ele. Descobri um talento muito representativo, um sotaque pernambucano maravilhoso. Aqui em casa, muito sem querer, ele foi fazendo duetos. Foi rendendo e gerou esse encontro lindo entre Almério e Marienne cantando juntos”.

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Cena pernambucana

“Estava fazendo uma live com Lenine e estava comentando com ele que eu acho que a água de Pernambuco tem alguma coisa diferenciada. O acumulo de pessoas importantíssimas para a cultura brasileira é um fenômeno. A nossa cultura tem muitos nomes de peso que vieram de Pernambuco”

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Massificação da música

“Sempre existiu. Ficamos anos com ouvido massacrado de ouvir pagode, rock, sertanejo, agora o funk, mas nada disso é importante. Importante é o que é produzido durante o movimento. O Brasil é pujante na música. Muita gente continua a fazer música com emoção. É muito importante que tenhamos essa paixão no nosso DNA.

 

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