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Justiça manda paralisar obras da tirolesa do Pão de Açúcar mais uma vez

Na avaliação do procurador da República Sérgio Suiama, o projeto descaracteriza o bem tombado pela Unesco

Por Da Redação
22 Maio 2024, 11h27

Arrastando-se há mais de um ano, a “novela” sobre a tirolesa do Pão de Açúcar não está nem perto de se aproximar do fim.

Agora, a desembargadora Letícia Mello, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, admitiu o recurso do Ministério Público Federal sobre a cassação da liminar que permitia a retomada das obras, e determinou, mais uma vez, a paralisação das obras da atração.

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O projeto havia sido retomado após decisão recente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, favorável ao Parque Bondinho Pão de Açúcar, que toca a obra.

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Com a decisão da desembargadora, as obras terão de ser paralisadas até que o processo judicial chegue a Brasília.

O projeto foi apresentado em 2020 ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que autorizou a instalação da tirolesa e a inauguração era prevista para o segundo semestre do ano passado. As travas jurídicas, no entanto, tornaram a obra um verdadeiro imbróglio.

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O passeio, com duração de 50 segundos, atingiria 100 quilômetros por hora no trajeto entre o Pão de Açúcar e o Morro da Urca, com vista para a baía de Guanabara e Copacabana.

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Em duas decisões anteriores, a Justiça seguiu o alerta do MPF para o risco de desintegração do patrimônio geológico do local, que é tombado e declarado patrimônio mundial pela Unesco.

A associação de moradores do bairro também se coloca contra o projeto.

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Na avaliação do procurador Sérgio Suiama, a obra nos morros do Pão de Açúcar e da Urca descaracteriza o bem tombado. Ele enfatiza que, mesmo com a polêmica em torno da construção da tirolesa, a empresa responsável segue com o projeto, tendo cortado cerca de 127 metros cúbicos da rocha, o equivalente a 40 caçambas de material de construção.

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